Caiado sai pela tangente ao ser cobrado sobre promessa fake de reduzir o ICMS da gasolina: “Só se alguém estiver disposto a abrir mão do salário”

O governador Ronaldo Caiado (DEM) não tem resposta para as cobrança da promessa fake que ele fez reiteradas vezes como candidato a governador de reduzir a alíquota de ICMS que incide no preço da gasolina.

“Só se alguém abrir mão do salário”, disse num desafio típico do presidente Jair Bolsonaro, que dispensa comentários.

Caiado de fato prometeu, mas agora foge da promessa com o diabo corre da cruz.

“Não vou ficar discutindo isso”, tangenciou, dando a velha desculpa esfarrapada de que não sabia que as cofres púbicos de Goiás estavam depauperados e entoando mais uma vez o manjado discursos da crise fiscal.

O fato é que Caiado descambou na demagogia e no populismo ao fazer uma promessa irrealizável, até por questões de responsabilidade fiscal. 

O ICMS da gasolina em Goiás é o alto do país e responde por 22% da arrecadação estadual – e ele não seria  doido de abrir mão de uma receita expressiva como essa.

No caso de Caiado, fica provado que a promessa de redução do ICMS da gasolina era uma lorota eleitoreira rematada e que a propalada coerência do governador não vale um centavo furado.