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Zé Nelto acusa prefeitos de uso do auxílio emergencial para contratação de cabos eleitorais

O deputado Zé Nelto (Podemos) voltou a denunciar aplicação dos recursos federais destinados ao combate do coronavírus (Covid-19) nos estados e municípios para contratar cabos eleitorais. Sgundo ele, prefeitos estão usando o dinheiro para “outras atividades”, o que configura crime.

“Estou alertando todos os Conselhos Municipais de Saúde, promotores, vereadores e a população para que fiquem atentos quanto a maneira com que esse dinheiro vem sendo aplicado pelas prefeituras. Tem gente usando esse dinheiro para contratar cabo eleitoral. Usando para cunho político”, denunciou sem nomes ou municípios.

Zé Nelto disse que irá protocolar junto ao Ministério Publico Federal (MPF), ainda essa semana, uma representação solicitando que haja total transparência na aplicação dos recursos. Além disso, garantiu que seguirá mantendo contato com as câmaras municipais de todo o País no intuito de orientar vereadores a consultarem frequentemente os recursos disponibilizados as prefeituras de seus municípios por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

“Tem muita gente séria. Sabemos que muitos municípios são gerenciados por pessoas sérias e competentes, mas infelizmente temos uma grande parte que faz farra com dinheiro público e aproveitam o momento de calamidade para agir sem prestar contas para a população”, acrescentou.

AGM repudia 
Em nota, a Associação Goiana de Municípios divulgou uma nota de repúdio as declarações do parlamentar. O documento contesta as afirmações “levianas” feitas “sem nenhum embasamento”. “Prova disso é que ele não citou nenhum caso específico de possíveis irregularidades concretas. Caso fosse verdadeiro, qualquer cidadão e o próprio deputado teria a obrigação de denunciar o caso à Justiça”, diz o comunicado.

Em outro trecho a AGM argumenta que não compactua com nenhuma prática que não esteja de acordo com a lei e lembra que o Ministério Público já promove uma “rigorosa fiscalização junto as administrações municipais”. O documento, assinado pelo presidente Paulo Sérgio de Rezende, finaliza dizendo que o momento é de união e não para se praticar “demagogias de forma irresponsável”.