Saiba o que pensa o novo ministro da saúde Nelson Teich sobre o isolamento social

Em artigo publicado há três semanas, Nelson Teich criticou a polarização sobre as estratégias e ações dos governos no enfrentamento ao coronavírus e defendeu o chamado “isolamento inteligente”. Para ele, o “isolamento vertical” tem “fragilidades e não representaria solução definitiva”.
A melhor estratégia seria, assim, um modelo semelhante ao aplicado na Coreia do Sul, com testagem em massa e “estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxílio das operadoras de telefonia celular”.

As medidas de restrição social foram um dos maiores impasses entre Mandetta e Bolsonaro, já que o presidente defende o “isolamento vertical”, que mantém em quarentena apenas pessoas do grupo de risco, como idosos e pacientes com doenças prévias, e o ex-ministro, o “isolamento horizontal”.

O ministro comentou sobre a mudança de comportamento do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as medidas de isolamento.

Segundo Teich, “o papel de um líder nessa situação incerta” é “mapear os possíveis cenários, do mais provável ao menos provável, e de alguma forma se preparar para cada um deles e para suas evoluções”.
O oncologista também comentou sobre a mudança de comportamento do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as medidas de isolamento.

“Mesmo que tivessem opiniões diferentes em relação a melhor forma de abordar o problema, ficou impossível para Johnson e Trump correr o risco de cometer um erro na avaliação do risco e em enfrentar as consequências de um erro dessa magnitude”, afirmou. “Criar uma polarização, imaginando que de um lado estão as pessoas e do outro lado o dinheiro, pode ser um erro grave na avaliação do problema trazido pela Covid-19.”

“É como se existisse um grupo focando nas pessoas e na saúde e outro no mercado, nas empresas e no dinheiro, mas essa abordagem dividida, antagônica e talvez radical não é aquela que mais vai ajudar a sociedade a passar por esse problema.”