• Olha a bomba
A Procuradoria-Geral da República concluiu que as leis criadas pelo governo Caiado para permitir obras bilionárias da taxa do agro sem licitação são inconstitucionais, a pergunta que começa a circular nos bastidores é simples: quem vai responder por essa conta?
O Goiás24Horas avisou Armando Leite Rollenberg, colocado na presidência do IFAG, que esse negócio era uma bomba jurídica, que poderia explodir no colo de quem assinasse, autorizasse ou executasse obras baseadas em uma lei posteriormente declarada inconstitucional. O alerta foi feito.
• Quem vai explicar?
Também avisamos os empreiteiros que aceitaram realizar obras sem licitação. A pergunta era simples: se amanhã o Supremo decidir que a lei é inconstitucional, quem vai explicar os contratos, os pagamentos e as obras executadas?
O Goiás24Horas avisou Pedro Salles, então presidente da Goinfra, quando ele foi à Assembleia Legislativa anunciar que Goiás estava criando um novo modelo de obras públicas que poderia ser copiado pelo Brasil inteiro. O problema é que, segundo a Procuradoria-Geral da República, o modelo não era inovador. É inconstitucional.
Também avisamos Adib Elias, que desembarcou na Secretaria de Infraestrutura para administrar parte desse sistema.
• Má fé do governo Caiado
Se a fé move montanhas, alguma coisa está errada com a da turma do Caiado. Além do dinheiro público em obras sem licitação, a lei inconstitucional desse governo só moverá muita gente para a improbidade, com bens bloqueados e o escambau. A pergunta passou a ser jurídica: quando a bomba estoura, qual CPF fica responsável por carregar os estilhaços?
Cristiano Silva
Editor


















