Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia

terça-feira , 29 setembro 2026
Opinião

A matemática do CORA e a pergunta que o Governo Caiado e Daniel Vilela ainda não respondeu

• A quem interessa controlar os recursos financeiros do tratamento de câncer em Goiás?

Sou um sujeito de opinião. Não vendo a minha, não aceito que mudem a minha e também não tento mudar a opinião de ninguém. Cada cidadão tem o direito de pensar diferente. O meu papel é fazer perguntas quando os números do dinheiro público não parecem conversar entre si.

• Vamos aos fatos

O Governo de Goiás acaba de anunciar a intenção de comprar um hospital privado, construído para atendimento oncológico, por cerca de R$ 500 milhões. Segundo as informações divulgadas, a unidade possui mais de 53 mil metros quadrados de área construída.

• Agora compare com o CORA

O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás possui cerca de 44 mil metros quadrados. Ou seja, é menor. Mesmo assim, o contrato já alcança R$ 2,58 bilhões.

A matemática mostra que o custo por metro quadrado do CORA é mais de seis vezes superior ao do hospital que o próprio governo pretende adquirir.

• Perguntar não é crime

Se um hospital maior custa R$ 500 milhões, por que outro menor alcançou R$ 2,58 bilhões?

Agora o mais interessante: esse negocio tira da jogada um hospital destinado ao tratamento de câncer e o transforma em Hospital de Urgências. A quem interessa essa canetada?

Vejam: o Grupo Oncoclínicas, a Cedro Participações, conseguiu construir um hospital maior e seis vezes mais barato que o CORA, construído pelo compadre do Caiado, Henrique Prata, que ainda não entregou o combinado em contrato sem licitação.

Quando os dois hospitais ficarem prontos, as demandas e o dinheiro público do Estado e da União, destinado para os tratamentos de câncer teriam que ser divididos? Quem quer o controle do tratamento do câncer em Goiás e por qual motivo? Existe mesmo uma máfia ou cartel oncológico? Essas perguntas merecem respostas.

Cristiano Silva
Editor

Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia