quarta-feira , 4 novembro 2026
Opinião

A diferença entre Iris Rezende e Bruno Peixoto: um aproveitaria uma semana no governo para cuidar das pessoas; o outro preferiu festas e exibicionismo

A diferença entre um grande líder, como foi Iris Rezende, e o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, está na maneira como cada um enxerga o poder. Bruno conviveu muito com Iris no MDB. Deveria ter aprendido a lição, mas não aprendeu.

Nesses últimos dias em que esteve no comando do Governo de Goiás, Bruno Peixoto se envolveu com recepções às custas do contribuinte, com bebidas, comidas e fofocas.

Perdeu a oportunidade de se apresentar à população como alguém com potencial para o Executivo, um político sensível aos problemas sociais, preparado para assumir responsabilidades maiores e construir um projeto político futuro.

Fico imaginando se isso acontecesse lá atrás, antes de Iris Rezende ser governador de Goiás pela primeira vez. Se ele tivesse a oportunidade de governar o estado durante uma semana, tenho certeza de que não cairia no fetiche do exibicionismo, em busca de aplausos de voyeuristas políticos.

Essa necessidade de Bruno em alimentar o próprio ego, talvez até um tanto egoísta só atrapalha e atrai bajuladores, que na política são como joio no meio do trigo.

Iris Rezende, com certeza, visitaria os hospitais. Como está a Saúde Pública? O HUGO? E o HUGOL? Como poderia ajudar tanto nos dias que lhe restam na Assembleia como na semaninha de governador?

Suponho que Iris se importaria com as pessoas mais pobres. Viajaria para vistoriar obras, procuraria entender o funcionamento da máquina pública e, ao final daquela semana, deixaria, no mínimo, uma lista de anotações, sugestões e contribuições para o governador titular, que está de férias.

Imagino Iris Rezende levantando às cinco da manhã, trabalhando por Goiás, buscando soluções. Seria uma semana mais que especial para demonstrar à população o potencial que teria para uma futura candidatura ao governo.

Acredito que outros grandes líderes, como Marconi Perillo, Henrique Santillo, Mauro Borges Teixeira e Pedro Ludovico, fariam a mesma coisa. Se tivessem, ainda jovens, a oportunidade de governar Goiás durante uma semana, não desperdiçariam esse tempo com fanfarronices, festas, pompa e exibicionismo.

Cristiano Silva
Editor