• Fantasia durou pouco
A aventura bolsonarista de Márcio Corrêa parece ter chegado ao fim. O prefeito deixou o MDB, vestiu a camisa amarela da Seleção, abraçou o discurso bolsonarista e chegou à Prefeitura de Anápolis pelo PL. Agora, menos de dois anos depois, está ao lado de Daniel Vilela e contra Wilder Morais, candidato do próprio partido ao governo.
• Velhas raízes voltaram
Márcio não apareceu ontem no MDB. Foi presidente municipal da legenda em Anápolis, candidato a prefeito em 2020 e a deputado federal em 2022. Em março de 2024, Daniel ainda anunciava Márcio como candidato do MDB. Pouco depois, ele migrou para o PL.
Veio a onda da direita, a camisa amarela, o discurso contra Lula e o PT e o apoio de Bolsonaro. Márcio se elegeu prefeito.
Agora, com Daniel no governo e candidato à reeleição, a fatura política parece ter chegado.
• MDB com esquerda
E Daniel conhece bem esse caminho. O MDB goiano manteve historicamente alianças com a esquerda. Iris Rezende governou Goiânia tendo Paulo Garcia, do PT, como vice. O pai de Daniel, Maguito Vilela, foi nomeado no governo Lula para a Vice-Presidência de Governo do Banco do Brasil.
Daniel também construiu sua trajetória eleitoral em um MDB que, durante anos, esteve nacionalmente aliado aos governos Lula e Dilma.
• Wilder virou alvo
Agora Márcio usa contra Wilder Morais uma artilharia que inclui ataques pessoais e episódios da vida privada do senador. O vídeo divulgado pelo prefeito escancarou uma ruptura que já parece irreversível.
Daniel Vilela, por sua vez, usa a mesma tática, ignora o passado surfando na esquerda para se dizer contra o PT, contra tudo o que defendia, tentando enganar os mais distraídos. E a direita de Anápolis vai cair novamente nessa conversa?


















