Decreto de calamidade não pode virar arma para políticos de má-fé, alerta deputado Gustavo Sebba

O governador Ronaldo Caiado (DEM) emitiu novo decreto que flexibiliza diversas atividades em Goiás, durante a pandemia do novo coronavírus. A medida poderá ser revista, caso Goiânia chegue ao número de 100 casos por dia. A medida, agora, tem gerado debate entre os parlamentares que atuam em comissões de saúde, tanto do município, quanto do Estado.

Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Gustavo Sebba (PSDB) diz que a primeira política de isolamento demonstrou ser eficaz. Ele afirma que o governo teve tempo de se preparar e, caso o sistema de saúde entre em colapso, a responsabilidade é exclusiva do governador. Para o deputado estadual, esse colapso, tanto no particular quanto no público, é o grande risco, uma vez que os casos devem aumentar.

“O Estado conseguiu atrasar a disseminação, Goiás achatou a curva e ganhou tempo para se preparar, qualificar equipes, comprar respiradores e testes, montar hospitais de campanha, comprar equipamentos de proteção para os profissionais de saúde e também para a população. Também ganhamos tempo para descobrir mais sobre o novo coronavírus, inclusive no sentido de informar a população sobre como evitar a contaminação. É natural que em algum momento esse isolamento precisaria ser flexibilizado. Por isso, acredito que a medida pode fazer o coronavírus aumentar sua força em Goiás.”

Ele aponta, ainda, que a preocupação, em especial, é com o decreto de calamidade, pois, segundo Gustavo, este dá muita liberdade para contratar serviços e bens. “Há um grande risco desse momento ser utilizado para fins particulares. Não digo isso apenas em relação ao Estado, dezenas de municípios já decretaram situação de calamidade e teremos de fiscalizar muitos contratos ruins (por incompetência ou má-fé dos gestores)”, adverte.