Sintego: sofrimento dos aposentados por cobrança da previdência é culpa do governo Caiado

Ao receberem os contracheques deste mês, os/as aposentados/as sentiram o desconto previdenciário de 14,25% em seus proventos. O Sintego esclarece que sempre se posicionou contrário a esta medida e lutou bravamente contra a proposta do governo Caiado, aprovada pela maioria dos deputados da Assembleia Legislativa em dezembro de 2019.

A Reforma da Previdência foi apresentada as vésperas do Natal justamente para não envolver os/as principais interessados/as: servidores/as públicos/as, tanto os/as que estão na ativa, como os/as que já se aposentaram. Gente que contribuiu por 30, até 40 anos e volta a ter descontos nos vencimentos, valores que chegam a  R$ 780 reais. Com certeza, os valores descontados pelo governo são essenciais para a sobrevivência destas pessoas e farão muita diferença na qualidade vida de cada um/a.

Sabemos que cada aposentado/a do serviço público já deu a sua imensurável contribuição à sociedade e agora se vê penalizado/a, tendo que pagar pela má gestão do fundo previdenciário, por decisões de políticos inconsequentes, e pela falta de zelo correto dos recursos. O governo Bolsonaro orientou e o governo Caiado seguiu à risca as regras ditadas, aprovando a maldita Reforma em Goiás.

O projeto de destruição do serviço público e dos/as trabalhadores/as, articulado pelo governo federal e que se estendeu aos Estados, de forma geral, é ardiloso e, por isso, necessita ser executado aos poucos, tirando sempre de quem tem menos.

A situação é revoltante. O SINTEGO foi um dos sindicatos que mais mobilizou, chamou a categoria a estar presente nas votações, no entanto, muitos estavam na sala de aula e não puderam participar, outros achavam tão absurdo, pensando que seria improvável. Passamos quase todo o mês de dezembro de 2019 mobilizados e acampados/as na Alego, para impedir tamanho prejuízo aos/as trabalhadores/as, pressionamos os parlamentares durante as votações da matérias, mas infelizmente a Reforma foi aprovada.

Muitos/as deputados/as estiveram firmes ao nosso lado, mas outros não resistiram ao chamado do governo e suas ofertas. Milhões foram distribuídos e prometidos em forma de emendas.Deputados foram expulsos da base do governo porque se posicionaram a favor dos/as  servidores/as públicos/as.

A matéria foi aprovada no dia 21 de dezembro de 2019, um sábado, com 26 votos, após várias manobras políticas e depois de uma batalha judicial sobre os vícios e  irregularidades presentes na tramitação do projeto.

Nós alertamos que ninguém escaparia da crueldade da Reforma, nem quem já havia se aposentado. Muitos/as não acreditaram e agora viram no próprio contracheque o efeito devastador das medidas adotadas pelo governo, para resolver o problema financeiro de Goiás, que não foi criado pelos/as servidores/as públicos/as. O SINTEGO chegou a pedir uma CPI para investigar o destino dos recursos descontados e que não existem mais, mas não aceitaram. Será por que???

O SINTEGO, mais uma vez, reforça que não desiste da luta e, sabendo do momento difícil que todos/as enfrentamos, busca através de ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) reverter a medida. Porém, não será fácil.

Os/as servidores/as públicos/as da Educação são, mais uma vez, os/as mais prejudicados/as com as medidas adotadas na Reforma: taxação dos/as aposentados/as em 14,25%, fim da aposentadoria especial dos/as professores/as, fim do quinquênio, fim da licença prêmio, entre outras maldades.

E quanto aos direitos? Piso Salarial, Data-Base, condições de trabalho, tudo isso é obrigação do Governo para com os/as trabalhadores/as, que não se cumpre, apesar da nossa movimentação e cobrança.

A direção do sindicato chama os/as servidores/as para juntos/as, reclamarmos aos  verdadeiros culpados. Políticos que ganham as eleições prometendo defender e Educação e seus profissionais, até mesmo dizendo que devolveriam a Gratificação de Titularidade, e depois enganam os/as eleitores/as.

O SINTEGO se preocupa e luta com todas as possibilidades na defesa dos/as servidores/as da Educação. Muitos/as não ajudam e nem compreendem o esforço pela garantia dos nossos direitos, mas continuamos firmes buscando que sejam respeitados, inclusive para que todos/as usufruam da aposentadoria com dignidade.

Contamos com sua ajuda, participando das atividades e mobilizações. Seguiremos lutando bravamente!