Casos da Covid-19 em Goiás devem passar de mil na próxima semana, prevê Flúvia Amorim

A superintendente em Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, da secretaria estadual de Saúde, avalia que na próxima semana as infecções de covid-19 devem passar de mil em todo Estado. Nas 24 horas entre a última quarta, 29, e quinta-feira, 30, foram detectados 76 novas confirmações da doença.

“No final da semana que vem pode ser que a gente chegue aos mil casos. Considerando o número de casos que vemos todos os dias”, afirmou a superintendente. “Se continuarmos nessa proporção, poderemos chegar aos mil casos, sim”, disse.

Flúvia afirmou que o aumento nas contaminações já era esperado com o tempo. No entanto, o que assombra é a aceleração do vírus. “O que temos feito desde o começo com as recomendações e restrições foi controlar a aceleração. O aumento, já esperávamos. É uma doença que ninguém tem proteção”, falou.

Flexibilização

De acordo com ela, os próximos dez dias serão essenciais para analisar os efeitos da flexibilização das atividades econômicas determinadas pelo governo do Estado no último decreto. No entanto, ela acredita que o fator responsável pela aceleração da propagação do vírus é o desrespeitos às orientações do decreto.

“O decreto determinou quais atividades econômicas poderiam funcionar. E o que temos visto é mais atividades econômicas em funcionamento do que o decreto fala. O que a gente vê quando andamos pelas ruas são algumas atividades que não deveriam estar abertas, mas estão funcionando. E pessoas andando pelas ruas sem máscaras”, ponderou. “Fica até difícil a gente avaliar se é apenas a flexibilização ou se é a flexibilização com a falta das recomendações que vai impactar negativamente nos dados.”

Segundo a superintendente, o decreto deu autonomia aos prefeitos para decidirem como conduzir a fiscalização do cumprimento do decreto. “Fica a cargo de cada prefeitura avaliar qual a melhor forma de fiscalizar. As prefeituras têm seus órgãos fiscalizadores. A Polícia Militar do Estado tem contribuído para dar esse apoio nas fiscalizações. Mas é algo que precisa acontecer, porque infelizmente a gente ainda tem pessoas que banalizam a doença, não tomam as precauções e não colocam em risco somente a saúde dela, mas também a dos outros.”