Governo Caiado desandou: militares contestam nomeação de delegado Alexandre Lourenço para a SSP

Associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros contestam a escolha do delegado Alexandre Lourenço para o cargo de secretário interino de Segurança Pública de Goiás. Até o fim da tarde, três entidades devem divulgar nota conjunta em que pedem a nomeação de um secretário capaz de dispensar tratamento equitativo às forças de segurança do Estado, informou o site Mais Goiás.

“O que percebemos é que os postos de decisão, no âmbito da Segurança Pública, são ocupados prioritariamente por delegados da Polícia Civil – ou da Polícia Federal, como foi o caso do ex-secretário [Rodney Miranda]. Essa situação nos preocupa. As outras áreas podem e devem contribuir com o planejamento estratégico e a estruturação de políticas na área de segurança púbica e não ficarem relegadas apenas execução, sem participação no processo decisório”, afirma o coronel Anésio Barbosa da Cruz Júnior, presidente da Associação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (ASSOF).

Na opinião do coronel, o momento exige que o governador Ronaldo Caiado (DEM) nomeie um secretário “que tenha conhecimento técnico e habilidade, especialmente para articular ações em todas as instituições sem privilégios ou defesa de interesses classistas”.

E completa: “Diante do escândalo recente, a mudança do Secretário é um imperativo, que exige uma solução definitiva sem espaço para paliativos com a designação de alguém para responder interinamente. Esperamos que seja designado um Secretário que não se limite apenas a dar continuidade aos avanços obtidos nos últimos anos, mas que tenha capacidade e coragem para buscar investir na estruturação de um sistema de segurança pública eficiente e efetivo, que atenda aos anseios da sociedade e que valorize os profissionais que arriscam suas vidas para garantia da ordem e paz social em Goiás”.

Anésio diz que as associações que subscreverão a nota não querem indicar nomes ao governador Ronaldo Caiado (DEM) em respeito à autonomia que o chefe do poder Executivo tem para escolher os seus auxiliares.

“Ressalto que a nossa prioridade é – e sempre será – a defesa dos interesses da sociedade, e não de interesses classistas. Queremos o bem comum”, diz Anésio.