Empresários criticam Caiado e estimam prejuízo de até 30% com fechamento da Ceasa

Empresas concessionárias e permissionárias das Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa) estimam prejuízo entre 25% e 30% no faturamento mensal com a determinação de fechamento do local às quartas e sábados. Medida foi tomada para conter os avanços da covid-19 no entreposto que já possui 29 confirmações, cinco casos suspeitos e um óbito pela doença.

A nova regra de fechamento começa a valer a partir desta quarta (10) e, segundo a direção do Ceasa, foi determinada pelo governador Ronald0 Caiado.

A previsão é de que, nos mencionados dias, sejam realizadas as primeiras desinfecções dos ambientes da Ceasa com pulverizadores e aplicação de hipoclorito de sódio nas superfícies. Administração quer reduzir índice de contágio para evitar fechamento total da central.

Por um lado, a medida é vista por empresários como necessária para conter a proliferação do coronavírus no local, que recebe diariamente cerca de 15 mil pessoas entre trabalhadores e compradores. Por outro, eles temem o prejuízo financeiro que os dois dias semanais de fechamento causarão. O lucro, que já teve queda, pode ficar ainda mais abaixo do esperado.

Levantamentos iniciais apontam para queda de 25% e 30% no rendimento mensal. “A administração pode até pensar que são dias de menor fluxo, mas a gente vende mesmo assim. Às quartas atendemos grandes redes e aos sábados os feirantes. Como vai ficar isso? Estamos em uma época em que não podemos rejeitar venda nenhuma. Já vimos nosso rendimento cair e vai piorar”, disse.

Segundo o empresário, a Ceasa não ofereceu nenhum tipo de suporte para os empresários enfrentarem o fechamento. Ele alega que não é contrário à desinfecção dos ambientes, mas acredita que a administração do local deveria propor auxílio para que as pessoas não sejam impactadas financeiramente. “Eles ditaram a regra e pronto. Não propuseram, por exemplo, a redução do valor do aluguel. As vidas importam, claro, mas essas medidas sem um auxílio da Ceasa vão prejudicar muita gente”, afirmou.