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Nilson Gomes propõe distribuir bicicletas para estudantes e trabalhadores

Por enquanto, apenas nações desenvolvidas tomaram a iniciativa de distribuir bicicletas elétricas para a população. O jornalista e advogado Nilson Gomes analisa ser possível fazer o mesmo em Goiânia, para um público de trabalhadores e estudantes. Conforme as dificuldades do deslocamento, tanto as de terreno quanto as de ciclista, a bike seria a bateria ou somente a pedal.

Pré-candidato a prefeito pelo Democratas, Nilson fez o projeto “Vai dar pedal”. Segundo ele, a pandemia ressuscitou o transporte individual como alternativa para evitar contágio. A seu ver, não se pode comparar a mortes e sequelas da Covid 19, porém, é mais um legado trágico.

“Ir de carro ao trabalho e à escola é a pior solução de mobilidade, tanto que estava ficando tão brega quanto fumar”, considera o jornalista. “Mas o coronavírus pode deixar mais essa herança ruim, o de transformar o automóvel em fênix”, diz em referência à ave mitológica que morria e ressurgia das cinzas.

Nilson garante ter levantado os custos e conclui que o Município tem como bancar a distribuição das bikes: “Obedecidos os critérios para o benefício, mesmo com o bilhão que a Prefeitura vai ter de déficit em 2021, será viável distribuir bicicletas, inclusive movidas a bateria”.

Lembra que os gastos do poder público estadual e municipal com o sistema de transporte público são absurdos:  “Tudo para eles (os empresários do ramo) é subsidiado e ainda estão insistindo para a Prefeitura e o Estado lhes arrumarem R$ 100 milhões. Com esse dinheiro, é possível fazer 100 mil bicicletas, masculinas e femininas, movidas a pedaladas ou aceleradas”. A ideia do pré-candidato é, inicialmente, adquirir apenas algumas peças e, depois, fazer em Goiânia a bicicleta inteira.

“Vamos testar a criatividade do pessoal das startups e escolher a melhor e mais barata forma de produzir as bicicletas e distribuí-las”, planeja Nilson Gomes. Com a crise do pós-pandemia, prevê o pré-candidato, “será impossível dotar a cidade das ciclovias necessárias”.

Então, assegura que vai privilegiar o transporte sobre duas rodas: “Vamos dividir as vias e deixar para quem pedala o espaço seguro para deslocamento”. No seu mapa de faixa separada para bicicleta estão, até, as marginais: “Por que não? Quem viaja ao volante deseja ir mais rápido, mas quem está pedalando tem o mesmo direito”.