Diretor do Butantan diz que vacina traz otimismo, mas “janeiro está muito longe”

O Brasil pode ter uma vacina pronta em outubro, afirmou nesta quinta-feira (6) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O imunizante ao qual ele se refere é a Coronavac, da farmacêutica chinesa Sinovac, que está na última fase de testes no país, em parceria também com o governo paulista. Quanto ao registro necessário para aplicação da vacina, Covas espera que seja dado até janeiro de 2021.

Cerca de 9 mil voluntários nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro e também no Distrito Federal receberam doses da candidata a vacina e são acompanhados pelo Butantan. Caso os testes corram bem, o imunizante é submetido à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que fornece o registro. Só aí ela poderia começar a ser distribuída para o público.

Em audiência na Câmara dos Deputados, Covas afirmou acreditar na vacina pronta em outubro. Ele, porém, ressaltou que o processo de aprovação pode demorar e, por isso, a previsão é que ela esteja disponível ao público em janeiro do ano que vem.

“A vacina poderemos ter. Não saberemos se teremos o registro. A vacina poderemos ter a partir de agora outubro. Como eu disse, o processo de preparo para a formulação e envase dessa vacina já se iniciou. Todos os processos de controle de qualidade, de validação já se iniciaram. Então poderemos ter a vacina. A grande pergunta é se ele estará registrada, aprovada, e poderá ser utilizada. Eu sou muito otimista. Acho que um prazo razoável seria sim janeiro de 2021, dado aí o desempenho dessa vacina no presente momento”, destacou.