Em meio a pandemia, empresa goiana Orbis de Engenharia Clínica conquista selo inédito de qualificação

Em meio a pandemia da covid-19, os serviços de engenharia clínica tiveram aumento na demanda de serviços. Um exemplo desta crescente é a manutenção e calibração de ventiladores pulmonares mecânicos. Segundo dados da Orbis Engenharia Clínica, no período de março a junho, a empresa teve aumento de aproximadamente 30% nas intervenções neste tipo de equipamento, considerado essencial em casos graves da doença. A comparação se refere ao mesmo período do ano passado.

Vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (Abeclin) e diretor da Orbis, Ricardo Maranhão considera que a engenharia clínica no Brasil tem feito papel essencial neste período de pandemia. “Para entender a importância da engenharia clínica no ambiente hospitalar, basta pensar numa situação de emergência, em que um exame é essencial para o rápido diagnóstico, sem o qual não há como realizar o correto procedimento ou ainda lembrar de uma cirurgia. Mesmo na mais simples, o sucesso depende do funcionamento sem falhas de uma série de instrumentos e equipamentos”, ressalta.

Buscar qualificação também estão entre as estratégias das empresas de engenharia clínica para oferecer mais segurança a equipe médica e pacientes. Nesta semana, a empresa goiana Orbis Engenharia Clínica recebeu o selo de qualificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que além de avaliar os critérios de gestão, de segurança na operacionalização dos processos, demonstra gestão nos processos de apoio. O reconhecimento é inédito em empresas de engenharia clínica no Brasil.

A empresa passou por uma rigorosa avaliação do Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (Ibes), Instituição Acreditadora Credenciada e também de uma equipe de avaliadores habilitada pela ONA. Eles buscaram evidências de conformidade com os padrões estabelecidos para as diversas áreas da empresa. De acordo com o Superintendente Técnico da ONA, Dr. Péricles Cruz, a certificação é o reconhecimento de que a instituição atende aos padrões que a metodologia exige. “No decorrer da avaliação todas as áreas da instituição são visitadas e mais de 800 requisitos são verificados antes da homologação da acreditação”, explica.

Todos os critérios estão no novo Manual de Certificação de Serviços para a Saúde da ONA. O documento foi elaborado por um comitê formado por profissionais da área técnica da ONA, especialistas e associações setoriais, entre elas a Abeclin. “Todo o rigor na avaliação exige o compromisso no controle dos nossos processos. Para nós, da Orbis, essa conquista nos motiva a aprimorar cada vez mais nossas ações”, destaca Alessandra Maranhão, diretora administrativa da Orbis.

Segundo Ricardo Maranhão, alcançar a qualificação concedida pela ONA serve como um mecanismo para medir a qualidade dos serviços prestados pela empresa. “Isso reflete na vida dos profissionais que trabalham e das pessoas que são atendidas nas unidades de saúde. Tanto a equipe médica e pacientes têm, com o selo de qualidade, a certeza que o serviço é prestado com qualidade, resolubilidade e segurança”, diz.