Cartas no Jornal Opção criticam TV Anhanguera e apontam erros e derrapadas da emissora

Veja:

“Jornal Anhanguera poderia se transferir para um Cais”
Eliézer Cardoso

Gosto do “JA”, mas ultimamente o jornal poderia se transferir para um Cais ou para os terminais de ônibus. É a mesma coisa o tempo todo. É cansativo. Ulti­mamente estou assistindo o jornal da TV Goiânia/Band. É dinâmico, faz uma boa síntese das notícias diárias (sem o discurso moralista crítico dos apresentadores da Serra Dourada e da Record), em um tempo relativamente curto. O “JÁ” poderia fazer algo parecido: uma síntese mais rápida das notícias, divididas em sessões fixas e didaticamente explicitadas: policial, política, cotidiano, esporte. Quem assiste jornal quer notícias e não discursos. Para isso, bastam os programas políticos.

Os piores erros da TV Anhanguera

André Franco

Os piores erros da TV A­nhanguera são os seguintes: primeiro, o de mandar diariamente reportagens negativas sobre Goiás à Rede Globo; segundo, posicionar-se sectariamente contra o governador Marconi Perillo; e terceiro, tentar imitar os programas “mundo-cão” das emissoras cuja audiência são as classes mais baixas da população.

André Franco é gerente na Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SIC).
E-mail: afranco@sic.goias.gov.br

“Telejornais pecam por abandonar a notícia”

Saramar Mendes

A esquizofrenia do jornalismo da TV Anhanguera é visível até para o telespectador mais desatento ou desinformado. Os jornais se tornaram quase um programa de variedades, onde a notícia parece ser apenas um complemento. Ademais, o enfoque do noticiário, em seus poucos momentos, é anódino e os jornalistas mais se parecem com atores no palco. A pessoa que liga a TV para saber do que acontece na cidade, depara-se, na maioria dos dias, com histórias comoventes, com animaizinhos felizes ou infelizes, sem contar os “cantores” goianos que arranham nosso cérebro e fazem doer nossos ouvidos. A autopromoção também é intensa e constrange quem assiste. Pon­tu­al­mente, gostaria de lembrar que, no “Bom Dia Goiás”, há uma tradição de entrevistar pessoas às 6 horas, coisa chata para o entrevistado, que poderia muito bem acontecer no jornal do almoço. Finalmente, acredito que não se pode negar que o “Jornal do Meio Dia”, do SBT, também não fica atrás em termos de autopromoção, além de ocupar mais da metade de seu horário com a leitura do que os telespectadores enviam. Em resumo, os telejornais goianos pecam por terem abandonado sua finalidade: transmitir a notícia.

E-mail: saramar104@yahoo.com.br