Voto que desempatou disputa e prejudicou servidores foi do presidente Clécio Alves

Antes alvo da desconfiança do Paço Municipal por seu comportamento arredio, o presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), deu hoje provas de que é digno da confiança do prefeito Paulo Garcia (PT). Coube a Clécio o voto que decidiu pelo desempate na apreciação do veto ao projeto que que estendia aos farmacêuticos o direito de cumprir 20 horas semanais. O veto foi mantido.

Clécio, que iniciou sua carreira no PT, migrou para o PMDB depois de sucessivos desentendimentos com os antigos colegas de partido. O destempero que mostrou em alguns pronunciamentos e intervenções impediram que ascendesse mais rapidamente. Hoje, mais maduro, chegou à presidência da Câmara e pôde recompensar a confiança nele depositada pelo prefeito e pelo ex-governador Iris Rezende (PMDB).

O projeto de lei que foi integralmente vetado tratava das funções, exigências e carga horária de profissionais da saúde e educação. A sua redação original determinava a carga máxima de 20 horas semanais apenas para médicos e especialistas em saúde com formação em odontologia e medicina veterinaria. Na Câmara, o texto recebeu uma emenda do vereador Geovani Antônio, relator do PL, que estendeu a esta mesma carga aos farmacêuticos.

Para vereadores aliados ao Paço, a emenda obrigaria a Prefeitura a investir cerca de 30% do orçamento para dobrar o número de servidores da saúde e oferecer os mesmos serviços feitos hoje.