Editorial da Rádio 730 ataca pré-candidatos e chama Friboi de “Júnior da Fedentina”

Em editorial publicado hoje, a Rádio 730 afirma que a pobreza de ideias é regra no debate pré-eleitoral para o governo do Estado. A Rádio, cujo jornalismo é coordenado por Nilson Gomes, diz que todos os pré-candidatos  “só falam em articular com os iguais, não pensam o futuro, não resolvem o presente e querem que o eleitor esqueça o passado”. Sobre Júnior Friboi (PSB), por exemplo, a rádio dispara: “Se Júnior é responsável por alguma coisa, essa coisa é o fedor na região Noroeste de Goiânia, além de ter aniquilado os pequenos frigoríficos no Estado inteiro”, diz o editorial.

Leia o texto.

Se o próximo governador for um desses que ladram na pré-campanha, Goiás está no mato sem cachorro

A política em Goiás chegou àquele ponto em que todos os interessados se consideram reis da cocada preta e a população passa em brancas nuvens. Ao menos oito personagens se dizem pré-candidatos a governador. Se forem compiladas integralmente, as suas ideias dão meia frase. Eles dizem nada com nada, só falam em articular com os iguais, não pensam o futuro, não resolvem o presente e querem que o eleitor esqueça o passado. Afinal, o ontem os flagra sorrindo uns para os outros, inclusive os que se encontram em lados opostos. Chorando está o amanhã, pois o Estado poderá ser entregue a um desses sem-noção.

O empresário Júnior da Fedentina é o mais rico e o mais folclórico dos que sonham com o palácio. Apenas em Goiás se diz que Júnior é dono do Friboi. A imprensa do restante do Brasil e do exterior se refere a ele simplesmente como um dos integrantes da família JBS, que toma dinheiro do BNDES. Na corporação multinacional, Júnior não apita coisa alguma e não é de hoje. Se Júnior é responsável por alguma coisa, essa coisa é o fedor na região Noroeste de Goiânia, além de ter aniquilado os pequenos frigoríficos no Estado inteiro. Com esse cartel, Júnior do Friboi ainda tem coragem de se apresentar como solução para os muitos problemas de Goiás. Problemas, aliás, em parte provocados por ele e seu grupo.

"O DEM vai com Caiado para onde ele quiser, mas é tão pouca gente que cabe em cima de uma tropa de mulas".
“O DEM vai com Caiado para onde ele quiser, mas é tão pouca gente que cabe em cima de uma tropa de mulas”.

O deputado Ronaldo Caiado brigou com outros dois pré-candidatos, o empresário Júnior da Carniça e o governador Marconi Perillo. Caiado tem um novo amigo de infância, Vanderlan Cardoso, também empresário e também interessado em governo. Marconi, Caiado e Vanderlan já estiveram no mesmo palanque, já teceram juras de amor e ódio, já pintaram o 7 juntos e circularam o 8 separados. A expectativa é quanto à reação dos partidos. O PSDB quer a reeleição de Marconi, para manter a farra de cargos e dinheiro fácil. O DEM vai com Caiado para onde ele quiser, mas é tão pouca gente que cabe em cima de uma tropa de mulas. O PSC, ao qual Vanderlan anuncia filiação, é um nanico de aluguel que não se une nem no câncer que é a Assembleia. Portanto, se Caiado e Vanderlan planejam desapear Marconi do poder, têm de melhorar demais as respectivas ideias, se é que dispõem de alguma. Caiado precisa sair de cima do cavalo branco e Vanderlan é obrigado a lavar a égua em outros lugares que não sejam em Senador Canedo.

O pessoal do PT, os prefeitos Roberto Gomide e Paulo Garcia, além do deputado Rubens Otoni, é mais um trio parado quanto a propostas e duro de aguentar na catilinária sem conteúdo. Se Paulo Garcia abandonar Goiânia no início de 2014, terá cumprido uma ínfima parcela de seu rosário de promessas. Paulo Garcia vai ser surrado tão impiedosamente que o PMDB ficará rindo durante três anos, enquanto mama na prefeitura da Capital. Os irmãos Rubens e Roberto não têm a mínima chance, Rubens porque não reúne PT e PMDB, Roberto porque é mais desconhecido que o bóson de Higgs.

"Se Paulo Garcia abandonar Goiânia no início de 2014, terá cumprido uma ínfima parcela de seu rosário de promessas. Vai ser surrado tão impiedosamente que o PMDB ficará rindo durante três anos"
“Se Paulo Garcia abandonar Goiânia no início de 2014, terá cumprido uma ínfima parcela de seu rosário de promessas. Vai ser surrado tão impiedosamente que o PMDB ficará rindo durante três anos”

O tal PMDB dispõe de um nome para o governo, o mesmo de sempre, Iris Rezende. Quando o PMDB desfia suas opções, apresenta os novatos, como o deputado estadual Samuel Belchior, um sujeito que ficou bilionário acabando com cidades. Samuel Belchior existe no mundo exclusivamente para ser especulador imobiliário, prejudicando a qualidade de vida das pessoas que ele planeja governar.

Para usar mais uma frase feita, Goiás está no mato sem cachorro e os políticos estão na rua sem propostas. Vamos aguardar. Se tudo que os pré-candidatos têm para o Estado é a conversa fiada da miudeza de campanha, que surja uma novidade e acabe com todos eles. Difícil é que essa novidade pode estar com 80 anos ou tentando a reeleição para o quarto mandato de governador.