quinta-feira , 23 abril 2026
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Alerta: engrenagens do sistema em Goiás para escapar da licitação; práticas do governo Caiado copiadas por Mabel

• Fio da meada

O ministro Alexandre de Moraes deu 10 dias para o governo Caiado e a Assembleia Legislativa de Goiás explicarem por que criaram uma lei de obras públicas sem licitação, que apresentem “informações definitivas sobre o mérito” de um modelo que atenta diretamente contra a Constituição Federal. Esse pode ser o fio da meada.

• Padrão de ilegalidade

O modelo “Caiado”, que destinou R$ 3 bilhões da taxa do agro a uma organização social escolhida a dedo, segue a mesma lógica do que ocorre em Goiânia, sob o comando do prefeito Sandro Mabel (UB).

A Câmara Municipal aprovou um decreto de “calamidade financeira” muito estranho, abrindo caminho para contratos emergenciais e dispensas de licitação que beneficiam poucos e prejudicam toda a população.

• Submissos

Em vez de fiscalizar, a Assembleia Legislativa, presidida por Bruno Peixoto (UB), age como um apêndice do Palácio das Esmeraldas.

Deputados da base governista se comportam como “adestrados políticos”, que ficam a espera de recompensas quando votam conforme a vontade de Caiado.

• Máfia política

Esse comportamento cria um sistema mafioso de poder, em que Executivo e Legislativo se retroalimentam para transformar o ilegal em legal e o imoral em rotina.

A tática é clara: rasgar a Constituição em nome da conveniência política.

• Fim das cartas marcadas?

O que está acontecendo em Goiás é gravíssimo. É hora de o Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil colocarem uma lupa sobre essas relações promíscuas entre Executivo e Legislativo.

A erosão da legalidade é o primeiro passo para a institucionalização da corrupção — e Goiás corre o risco de se tornar o laboratório nacional desse modelo.