quinta-feira , 23 abril 2026
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Defesa de Cacai Toledo tenta sustentar tese já refutada para derrubar depoimentos de coronéis que apontam ele e Jorge Caiado no caso Fábio Escobar

• Defesa de Cacai tenta confundir

A defesa de Carlos “Cacai” Toledo, representada pelo advogado Demóstenes Torres, entrou com novo habeas corpus tentando invalidar os depoimentos do coronel Benito Franco, do coronel Newton Castilho e de Jorge Luiz Ramos Caiado.

A tese apresentada é que esses relatos teriam relação com dados do celular de Cacai apreendido na Operação Codego — dados posteriormente anulados.

• O que mostram os fatos

Os autos demonstram que não há vínculo temporal ou probatório entre os depoimentos dos coronéis e o conteúdo do celular.

Benito Franco e Newton Castilho só vieram a público relatar que foram procurados por Jorge Caiado e por Cacai Toledo anos depois dos fatos, quando houve a prisão preventiva de Cacai em 2020.

Ambos prestaram declarações formais muito tempo após a extração dos dados e por iniciativa própria, em contexto distinto, não derivado de prova telefônica.

• O que decidiu o STJ

O Tribunal de Justiça de Goiás havia rejeitado o habeas corpus, entendendo que os depoimentos eram independentes.

Entretanto, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, determinou que o TJ-GO refaça o julgamento do HC porque não explicou de forma detalhada por que esses relatos são autônomos em relação às provas anuladas.

O STJ não anulou depoimentos nem a denúncia — apenas exigiu fundamentação mais completa. Ou seja, Demóstenes questionou a competência do Tribunal Goiano e o STJ quer que o judiciário goiano explique que os alhos e bugalhos da defesa de Cacai não são a mesma coisa.

Os relatos dos coronéis continuam válidos até nova deliberação.