sábado , 25 abril 2026
Opinião

Erros e acertos de Wilder Morais ao anunciar filha de Iris como pré-candidata a vice-governadora

• Timing precipitado

Ainda é muito cedo para fechar a chapa, fechar a porta ao diálogo e à comunicação com outros partidos. Também é cedo para fechar espaço ao Sudoeste goiano, ao Entorno de Brasília, à região Sul e a todas as demais regiões.

Esse foi o maior erro de Wilder Morais (PL): precipitou-se ao lançar a pré-candidatura de Ana Paula Rezende em fevereiro.

• Resposta política às provocações

Wilder acertou quando decidiu dar uma resposta à altura das provocações que vinha recebendo de Gustavo Gayer (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Daniel Vilela (MDB) e companhia limitada. Foi, sem dúvida, uma paulada, uma bofetada, uma sacada de mestre sobre os adversários.

• Falta de capilaridade eleitoral

Ana Paula Rezende nunca disputou eleição, não tem capilaridade no interior e não é Iris Rezende Machado. Carrega o sobrenome, mas não o legado político nem a força eleitoral do pai — até porque, com o passar do tempo, aquela capilaridade se dispersou entre outras lideranças.

Hoje, Ana Paula não tem votos próprios, não ocupa cargo eletivo e não traz estrutura partidária consolidada.

A dúvida que fica é se ela ajudará a carregar a campanha ou se poderá se tornar mais um peso no projeto de Wilder ao governo de Goiás.

Cristiano Silva
Editor