Recebi neste domingo (22) a notícia da morte do meu querido amigo Juscelino Kubitschek, o JK. Jornalista da TV Brasil Central nos anos 90, vilanovense apaixonado e ex-secretário de Comunicação da Prefeitura de Goiânia.
Ele contraiu uma bactéria, provavelmente em um tratamento dentário, que se alojou em uma válvula do coração. Depois de alguns dias na UTI do Hospital São Lucas, sofreu uma parada cardiorrespiratória e agora veio a notícia de sua morte.
Trabalhamos juntos na TBC por 12 anos. JK apresentava o Jornal Brasil Central – 2ª edição e tinha um jeito único. Muitas vezes saía da bancada ainda de paletó e gravata, mas por baixo vinha de calça jeans suja de terra do sítio e botina de quem tinha trabalhado o dia inteiro. A televisão mostrava apenas da cintura para cima, impecável, todo engravatado. JK era uma figura.
Ele não ia embora da emissora. Ficava nos bastidores esperando começar o TBC Esporte, da equipe do Mané, só para acompanhar as notícias do Vila Nova. Se fosse para casa com a velha Pampa cor vinho — a famosa “Pampinha” — perdia o programa. E, naquela época, não tinha notícia no celular. Era rádio e televisão. E sempre assistíamos o programa juntos atrás das câmeras.
Eu, repórter da equipe, vivia no meio da torcida. JK adorava. Sempre que me via no estádio com um copo de cerveja na mão, soltava a frase que guardo até hoje: “Só podia ser você, meu Pretinho. Você sabe puxar a paixão do torcedor… puxar a lágrima do torcedor.” Aquela era a senha e eu o entrevistava como torcedor de arquibancada, pulando de alegria ou chorando na derrota do Tigrão. Ele era assim — um homem de emoção fácil.
JK fazia parte da nossa confraria vilanovense, ao lado de nomes como os jornalistas do DM, Renato Dias e Marcos Vinícius, o promotor de justiça Abrão Amisy Neto, o advogado Gildo, a Nega e tantos outros amigos.
Sei que compartilham da saudade os colegas da TV Brasil Central, todos da nossa época, em nome dos amigos Francisco Júnio, Salomão, Arísio, Norma, Pastel, Fusquinha, Kanedma, Ednair, Rosane Lousa, Rosana Soares, Cid Ramos, João Henrique, Geraldino, Dudu enfim, todos os amigos que admiravam o Jota.
Meu querido JK… vá em paz. Você deixa saudade na arquibancada, na redação e no coração de quem teve o privilégio de conviver com você. O seu Vila também chora.
Cristiano Silva
Editor

















