• Crime eleitoral
A secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, utilizou o perfil oficial da Secretaria de Estado da Educação de Goiás no Instagram, neste domingo (22), por volta de 12h, para publicar uma imagem com a frase: “Gestão de Ronaldo Caiado prova que é possível fazer educação de qualidade. Quero ser deputada para fazer mais pelo ensino e pelos professores”.
• Uso de estrutura pública
A publicação foi feita em um canal institucional mantido com recursos públicos, incluindo equipe e estrutura de comunicação. Juristas ouvidos apontam que páginas oficiais devem ser utilizadas exclusivamente para atos administrativos e serviços públicos.
• Conteúdo de caráter político
A postagem foi interpretada como promoção pessoal em ambiente institucional. O perfil apresenta grande volume de conteúdos com a presença da secretária em agendas e registros ligados à gestão.
• Interação de servidores
Entre os comentários, a professora Valdete Arantes escreveu: “apoiada, deputada federal 2026”. A coordenadora regional de educação Selma Alves apareceu interagindo com a publicação. O que parece ser algo orquestrado.
Aliás, a página da Seduc é totalmente pessoal de Fátima. Ela está em praticamente todos, todos, todos os arquivos de mídia, de vídeo e fotografias com políticos, sem intervalo, a agenda pública foi tomada pela política.
A página se transformou em promoção politiqueira. A postagem viola o Artigo 37 da Constituição Federal, que diz: “que a publicidade de atos, programas, obras e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter estritamente educativo, informativo ou de orientação social. É vedado o uso de nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores.” Com a palavra a justiça eleitoral.

















