quinta-feira , 23 abril 2026
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CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha e ex-ministros de Bolsonaro termina sem conclusão

• Sessão virou madrugada no Congresso

A votação começou por volta das 10h da manhã de sexta-feira (27) e só terminou à 1h da madrugada de sábado (28). Após horas de debate, a CPMI do INSS rejeitou, por 19 votos a 12, o relatório final.

O documento, com quase 5 mil páginas, pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, além de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT) e também da gestão de Michel Temer (MDB).

• Manobra

A base governista atuou fortemente para rejeitar o relatório. Um dos movimentos foi a exoneração do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que voltou ao Senado e tomou o lugar de Margareth Buzetti (PP-MT), suplente de Fávaro e alinhada à oposição ao governo Lula.

Parlamentares governistas tentaram apresentar um relatório paralelo, que também previa indiciamentos — incluindo nomes como Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro —, mas o texto não chegou a ser votado.

• Comissão termina sem resultado final

Com a rejeição do relatório principal e a falta de votação do alternativo, a CPMI do INSS terminou sem um documento final aprovado, encerrando os trabalhos sem conclusão formal.

Mesmo sem relatório aprovado, a cúpula da comissão informou que todo o material coletado será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal.