• Suspeita
Um funcionário ligado ao Instituto Verbena, responsável pela organização do concurso da Câmara de Goiânia, foi aprovado em primeiro lugar para o cargo de administrador, levantando suspeitas de favorecimento. O caso já é investigado pelo Ministério Público de Goiás, que apura possível acesso a informações privilegiadas.
• Ligação
O candidato, Luã Lírio de Souza Cruz (foto), é servidor da UFG e já atuou no próprio Instituto Verbena. Mesmo após ser cedido à Defensoria Pública da União em 2024, ele continuou aparecendo em atividades relacionadas ao instituto, inclusive dias antes da aplicação das provas.
• Conexões
Registros apontam participação de Luã em eventos do Verbena até cinco dias antes do concurso. Além disso, o companheiro dele, Makes Paulo, Guarada Civil Metropolitano, também atua no instituto e aparece em uma publicação no Instagram da Verbena (à direta da foto) ao lado do presidente da Câmara, Romário Policarpo.
• Contrato sem licitação
O concurso, que ofertou 62 vagas com salários acima de R$ 10 mil e reuniu cerca de 34 mil candidatos, foi realizado por meio de contrato de aproximadamente R$ 2,6 milhões, firmado sem licitação entre a Câmara e o Instituto Verbena.
• Possíveis consequências
O Ministério Público investiga se houve acesso antecipado ao conteúdo das provas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o promotor responsável não descarta a anulação do concurso, além de possíveis responsabilizações por fraude e improbidade administrativa.
• Versões
A Câmara informou que encaminhou o caso ao MP e solicitou apuração. O Instituto Verbena afirma que segue protocolos rigorosos e também investiga a situação. Já a UFG declarou que vai apurar os fatos. Até o momento, o concurso segue válido e sem suspensão.

















