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sábado , 3 outubro 2026
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Engenheiro que refez autódromo em 2014 diz que pista suportou 11 anos e acusa governo Caiado na reforma de 250 milhões que durou 3 dias

• Autódromo é uma bomba

O Autódromo de Goiânia foi interditado para uma “reforma na reforma” que movimentou quase meio bilhão de reais dos cofres públicos em um esquema sem licitação e muito manjado com a empresa de publicidade responsável pela corrida MotoGP.

A tal reforma na pista, feita do governo Caiado, durou 3 dias e suportou exatamente 23 voltas da corrida principal de motovelocidade, quando o asfalto começou a se deteriorar.

Um engenheiro da Goinfra, servidor de carreira que atuou na antiga Agetop, falou ao Goiás24Horas sob anonimato e fez críticas pontuais sobre o caso. Na opinião dele, “aquilo lá é uma bomba, que vai colocar muita gente do governo Caiado na cadeia e de quebra levar junto a MotoGP. Um escândalo internacional”.

• Primeira reforma

Assim como seus colegas da antiga Agetop, este engenheiro participou da reforma realizada no governo Marconi Perillo (PSDB) em 2014 e lembrou que a pista entregue naquela época foi resultado de estudos técnicos, testes e visitas a outros autódromos no Brasil e no exterior. Segundo ele, o espaço estava “abandonado havia mais de cinco anos, tomado pelo mato e com estrutura deteriorada após quatro décadas de uso”.

• Sem licitação

Ao comparar com a intervenção feita pelo governo Caiado para receber uma corrida de motocicletas, ao custo de meio bilhão de reais, nossa fonte afirmou que faltaram exatamente os elementos que existiram na obra anterior: projeto, critério técnico e execução de qualidade.

Ele também criticou o termo “reconstrução”, usado como justificativa da Goinfra para o suposto superfaturamento: “se o atual governo quisesse saber como se faz obra com qualidade bastava perguntar a “antiga Agetop” que ensinaríamos a eles. Só que aí colocaríamos como condição que se fizesse licitação, elaborassem projetos, contratassem empresas sérias e principalmente, não permitissem superfaturamentos nem roubalheira”.

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