quinta-feira , 23 abril 2026
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Entenda como a operação iniciada pela Polícia Civil de Goiás em 2021 chegou à Polícia Federal e coloca em xeque um esquema milionário na saúde de Aparecida de Goiânia durante a gestão de Gustavo Mendanha

• Origem na Operação Parasitas

A investigação que motivou a Operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (23) em Aparecida de Goiânia, começou em 2021, com a Operação Parasitas, conduzida pela Polícia Civil de Goiás.

O trabalho inicial identificou fraudes no fornecimento de insumos hospitalares e levantou os primeiros indícios de irregularidades dentro da saúde pública.

• Movimentações suspeitas

A apreensão de cheques de alto valor e a atuação de operadores financeiros indicaram que o esquema ia além de contratos pontuais, envolvendo também serviços médicos e movimentações suspeitas.

O caso foi arquivado, pois a investigação não era de competência da Polícia Civil. Porém, a Controladoria-Geral da União (CGU), após cruzamentos de dados, apontou histórico de irregularidades da mesma organização social em outros estados.

• Operação Sepse

Como os valores investigados são oriundos do Ministério da Saúde, o caso passou para a esfera federal, ampliando o alcance das apurações. Com a definição da competência, a Polícia Federal passou a conduzir o inquérito e aprofundou o rastreamento financeiro, chegando à deflagração da Operação Sepse em 2023.

Conforme a PF, na época, as empresas contratadas pela gestora de hospitais repassavam parte dos valores recebidos de volta para outras empresas, de fachada, comandadas pelos gestores da organização social. Na operação, foram apreendidos alguns carros, como um Porsche, um BMW e um Opala.

Nesta quinta a Operação Sepse 2 cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Goiânia e 1 em Anápolis, e apura corrupção ativa e passiva, peculato-desvio e de lavagem de capitais.