• Crítica virou investigação disciplinar
Uma policial militar de Goiás, a capitã Waleska Faria dos Santos, passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após publicar nas redes sociais críticas à falta de valorização da categoria.
Na publicação, a policial afirmou que não houve valorização real, denunciou atraso na data-base, promoções com critérios subjetivos e apontou que muitos profissionais estão desmotivados. Ela também destacou que policiais precisam vender folgas para complementar renda, o que, segundo ela, não é valorização, mas sobrevivência. Essa é a verdade que Caiado e Daniel Vilela esconde sobre a Segurança Pública em Goiás.
• Governo das PADs
Em vez de responder às críticas, a cúpula da segurança pública determinou a abertura de procedimento disciplinar para apurar a conduta da policial. O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar.
Após a publicação da capitã, diversos policiais militares e civis passaram a comentar em apoio, reforçando denúncias semelhantes: salários defasados, falta de pagamento de direitos e ausência de valorização ao longo dos últimos anos.
• Reclamações se multiplicaram
Nos comentários, profissionais relataram oito anos sem reajuste, perda salarial em relação a outros estados e promessas não cumpridas. Muitos questionaram o não pagamento da data-base e a falta de reconhecimento na carreira.
• Silenciamento
Pergunta: o governo Daniel Vilela está disposto a ouvir a tropa ou prefere punir quem fala? A abertura de PAD contra uma policial por expressar opinião reforça a percepção de tentativa de silenciamento.
Enquanto o discurso oficial destaca tecnologia e investimentos, policiais afirmam que a realidade é outra. Mas pelo jeito, tudo vai continuar como antes, porque Daniel não dá conta de cumprir o que Caiado prometeu há 7 anos na campanha eleitoral.

















