sábado , 2 maio 2026
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“Imunda e incompetente”; senador Magno Malta (PL-ES) é acusado de agredir com tapa e ofender enfermeira em Brasília

• Técnica relata agressão durante exame

Uma técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência contra o senador Magno Malta (PL-ES), alegando ter sido agredida durante a realização de um exame em hospital de Brasília. O parlamentar havia sido internado após passar mal ao chegar ao Congresso Nacional.

Segundo o relato da profissional à polícia, o procedimento precisou ser interrompido após a bomba identificar oclusão e pressão durante a aplicação do contraste. Ao verificar o ocorrido, a técnica teria constatado extravasamento no braço do senador.

• Tapa no rosto

Ainda conforme o depoimento, ao se aproximar para auxiliar o parlamentar e realizar compressão no braço, a profissional teria recebido um tapa forte no rosto. Ela também afirmou que os óculos chegaram a entortar com o impacto.

• Xingamentos também foram relatados

A técnica de enfermagem disse ainda que teria sido chamada de “imunda” e “incompetente”. Após o episódio, ela deixou a sala, acionou outros profissionais do hospital e registrou a ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal.

• Senador nega agressão

A defesa de Magno Malta negou qualquer agressão física ou verbal. Em nota, afirmou que houve falha técnica no procedimento, que o contraste teria sido administrado de forma incorreta e que o senador reagiu à dor intensa, não contra a profissional.

• Parlamentar estava internado após mal súbito

Segundo a assessoria jurídica, Malta está internado no Hospital DF Star após um mal súbito, com investigação de causas neurológicas e cardiovasculares, incluindo suspeita de Acidente Isquêmico Transitório, além de histórico de câncer.

• Hospital abre apuração

Em nota, o hospital informou que abriu apuração interna sobre o caso e que está prestando suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. A unidade também afirmou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o caso e informou que acompanha a situação. A entidade afirmou que nenhuma posição ou condição autoriza agressões contra profissionais de saúde.