• O que muda?
O Governo Federal do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (4), um pacote para enfrentar o endividamento das famílias. A proposta inclui aporte de até R$ 5 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), sendo R$ 2 bilhões já disponíveis.
Além do FGO, o plano prevê o uso de valores esquecidos no sistema financeiro, por meio do SVR, que podem somar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões. A medida busca reduzir o risco para os bancos e facilitar crédito com juros menores.
• Quem pode e quando começa?
O Desenrola Brasil 2.0 começa nesta terça-feira e é destinado a pessoas que ganham até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
As dívidas poderão ser parceladas em até 4 anos (48 meses), com juros de até 1,99% ao mês.
O programa permite renegociar dívidas como cartão de crédito e cheque especial, com descontos que variam de 30% a 90%.
• FGTS terá uso restrito para quitar dívidas
O pacote também autoriza o uso do FGTS, mas com regras limitadas. O trabalhador só poderá usar o recurso para quitar totalmente a dívida, sem possibilidade de saque parcial ou uso livre.
As dívidas poderão ter descontos entre 30% e 90%, juros máximos de 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses. A primeira parcela poderá ser paga em até 35 dias, com limite de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.
O programa é lançado em meio ao alto nível de endividamento no país. Dados do Banco Central do Brasil mostram que grande parte da renda das famílias segue comprometida com dívidas, especialmente em modalidades com juros elevados.

















