• O precedente
A revelação feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que o ex-governador Ronaldo Caiado dispõe de uma estrutura formada por 51 policiais militares da ativa reacendeu uma discussão sobre os limites da utilização do efetivo da corporação para a segurança de Caiado e sua família.
Segundo Caiado, apenas que existe uma escala que intercala quatro policiais por turno. Mas o argumento levanta outra questão: se existem 51 militares à disposição e apenas quatro são utilizados escalados por turno, o que fazem os outros 47?
• E os demais ex-governadores?
Goiás possui vários ex-governadores vivos, entre eles Marconi Perillo, José Eliton, Alcides Rodrigues, Naphtali Alves, Irapuan Costa Júnior e Leonino Caiado.
Se todos resolvessem reivindicar o mesmo tratamento e exigir 51 policiais militares, para suas seguranças particulares, seriam necessários mais de 300 PMs, muitos deles coronéis, tenentes-coronéis, majores e capitães. A coisa chegaria a quase R$ 7 milhões por mês nessa brincadeira. Isso tem que acabar!
• Falta polícia nas cidades
O problema é que muitos municípios goianos enfrentam escassez de efetivo. Há cidades que dependem do apoio de policiais de municípios vizinhos para garantir o patrulhamento.
• Uma conta pesada
Além da retirada do efetivo das ruas, existe o custo financeiro. Segundo Lauro Jardim, a folha salarial dos 51 policiais chega a R$ 797 mil por mês e pode se aproximar de R$ 1 milhão quando são incluídas diárias, passagens, hospedagens e gratificações. Resumindo: isto é uma vergonha!
Cristiano Silva
Editor


















