• PF bate à porta de ex-governador
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15/5) a Operação Sem Refino, que tem entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e apura suspeitas envolvendo um conglomerado do setor de combustíveis.
• Refit entra no centro da investigação
O principal alvo econômico da operação é o grupo Refit, comandado por Ricardo Magro. Segundo a apuração, o conglomerado é suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
• Justiça bloqueia R$ 52 bilhões
O STF determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo Refit, além da suspensão de atividades econômicas da empresa. A medida coloca a operação entre as maiores ofensivas recentes contra suspeitas de sonegação e irregularidades no setor de combustíveis.
• Mandados chegam a três estados
Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de cargos públicos. As ordens são cumpridas no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Entre os alvos citados estão também Guaracy Viana, desembargador afastado; Renan Saad, ex-procurador do Estado; e Juliano Pasqual, ex-secretário da Fazenda do Rio.
• Incentivo fiscal de 2023 está na mira
As buscas ocorrem dentro das apurações do caso Refit, apontado como um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do país. A antiga Refinaria de Manguinhos recebeu, em 2023, durante o governo Cláudio Castro, incentivo fiscal para ampliar sua atuação no mercado de óleo diesel.
• Dono da Refit pode entrar na lista da Interpol
Alexandre de Moraes também determinou a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol. Caso o pedido seja aceito pela polícia internacional, o empresário poderá ser procurado em 196 países.
• Defesa de Castro nega irregularidades
A defesa de Cláudio Castro afirmou que foi surpreendida pela operação e disse que o ex-governador está à disposição da Justiça. A nota sustenta que os atos praticados durante a gestão seguiram critérios técnicos e legais, inclusive na política de incentivos fiscais do Estado.
A Refit negou irregularidades e afirmou que suas questões tributárias estão sendo discutidas nas esferas judicial e administrativa. A empresa também disse ter pago cerca de R$ 1 bilhão ao Estado do Rio e negou falsificação fiscal ou fornecimento de combustíveis ao crime organizado

















