• Desaparecimento vira caso de extorsão
Lourenço Pereira Filho, ex-prefeito de Uruaçu, no norte de Goiás, foi preso suspeito de simular o próprio sequestro para extorquir dinheiro da família. O caso ocorreu em Goiânia e terminou com a prisão dele e de outro homem, apontado pela polícia como amigo do ex-prefeito.
Lourencinho, como é conhecido foi um dos primeiros ex-prefeitos a declarar apoio a Caiado em 2018. Atualmente é um dos apoiadores de Gracinha Caiado ao Senado.
• Família recebeu cobrança de R$ 4 mil
Segundo a Polícia Civil, após Lourenço parar de atender ligações, familiares passaram a procurá-lo por amigos e conhecidos. Um dos contatos informou que o ex-prefeito devia R$ 4 mil e disse que só revelaria o paradeiro dele após o pagamento da quantia.
• Polícia diz que houve acordo entre amigos
O delegado William Bretz afirmou que a investigação apontou uma possível combinação entre Lourenço e o outro suspeito. Para a polícia, os dois teriam se aproveitado do desespero da família para tentar obter dinheiro e quitar uma dívida supostamente ligada ao consumo de bebida alcoólica.
• Ex-prefeito foi encontrado bem
Durante as diligências, os policiais localizaram o homem que fazia a cobrança. Ele indicou onde Lourenço estava. O ex-prefeito foi encontrado sem ferimentos, e a apuração passou a tratar o caso como uma farsa montada para pressionar os familiares.
• Celular ficou sem resposta por horas
Segundo a polícia, Lourenço chegou a falar rapidamente em uma ligação, mas depois permaneceu com o celular em mãos e não esclareceu a situação à família. O período entre a última ligação e a prisão dos suspeitos durou cerca de seis horas.
De acordo com o delegado, Lourenço e o amigo aparentavam não estar sóbrios quando foram encontrados. A Polícia Civil também informou que o ex-prefeito tem problemas de saúde, incluindo cirrose hepática, diabetes e baixa contagem de plaquetas.
• Prisão em flagrante vira preventiva
Lourenço e o outro suspeito foram presos na segunda-feira (19). Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Eles são investigados por extorsão majorada pelo concurso de agentes.

















