quinta-feira , 21 maio 2026
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Operação mira esquema na Comurg que cobrava até 60% de “pedágio” de servidores para liberar acordos trabalhistas

• Operação mira corrupção na Comurg

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Pacto Oculto para investigar um esquema de fraudes em acordos extrajudiciais dentro da Companhia de Urbanização de Goiânia. Três ex-servidores foram presos, e outros 16 servidores foram afastados das funções públicas.

• Fraude teria causado rombo de R$ 13 milhões

Segundo a investigação, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 13 milhões. A apuração identificou 35 acordos extrajudiciais suspeitos, firmados entre 2022 e 2024, envolvendo pedidos internos de diferenças salariais, principalmente por alegação de desvio de função.

• Servidores cobravam “pedágio” de 60%

A Polícia Civil aponta que servidores dos setores de protocolo e jurídico facilitavam a tramitação dos processos em troca de propina. O funcionário beneficiado pelo acordo teria que devolver 60% do valor recebido aos operadores do esquema.

• Processos avançavam sem documentação

Entre as irregularidades apontadas estão ausência de autorizações, falta de documentos que comprovassem o direito aos pagamentos e tramitação em prazo considerado muito curto. Para os investigadores, os processos eram acelerados sem respaldo formal.

• Polícia cumpre 55 mandados judiciais

A operação inclui três prisões temporárias, 19 mandados de busca e apreensão, 16 afastamentos de funções públicas, 17 quebras de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio e sequestro de R$ 3,5 milhões em bens dos investigados.

• Delegado aponta tentativa de combinar versões

O delegado Ivaldo Gomes afirmou que, após a divulgação das denúncias, parte dos empregados passou a ser procurada por envolvidos no esquema para manter uma mesma versão sobre os fatos. Essa tentativa de alinhamento de depoimentos também entrou na mira da investigação.

• Beneficiados também são investigados

A Polícia Civil apura a situação dos servidores que receberam os valores e aceitaram fazer repasses aos suspeitos. Os investigados podem responder por peculato, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

• Comurg diz que caso vem de gestões anteriores

Em nota, a Comurg informou que a operação trata de irregularidades em processos administrativos de gestões anteriores. A companhia afirmou que já havia instaurado procedimento interno em janeiro de 2025 e que está colaborando com as investigações.

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