• Farra com dinheiro público
O anúncio feito pelo Goiás Esporte Clube nas redes sociais reacendeu um debate sobre as prioridades na aplicação do dinheiro público em Goiás. O clube informou o recebimento de R$ 1,5 milhão provenientes da devolução do duodécimo da Assembleia Legislativa de Goiás e da Câmara Municipal de Goiânia, com participação de políticos querendo pescar eleitores desatentos.
A pergunta que surge é inevitável: pode isso? Recursos que poderiam reforçar a saúde pública caótica de Goiás, ampliar atendimentos ou reduzir filas acabam destinados à cartolagem do futebol?
• Clube transformou repasse em ato político
Na publicação oficial, o Goiás EC agradeceu nominalmente ao governador Daniel Vilela, ao presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, e ao presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo. O evento de entrega dos recursos foi realizado no Estádio Hailé Pinheiro e contou com a presença de autoridades e dirigentes esportivos.
• Dinheiro poderia ser destinado a serviços essenciais
A devolução de duodécimos costuma ser apresentada pelos poderes públicos como uma economia de recursos. No entanto, especialistas em contas públicas frequentemente defendem que esses valores poderiam reforçar áreas prioritárias, como saúde, educação e assistência social, especialmente em períodos de aumento da demanda por serviços públicos.

















