2013 começou como um ano promissor para a jovem guarda do PMDB. Deputados como Samuel Belchior e Daniel Vilela nadavam de braçada no plenário da Assembleia Legislativa, despejando críticas e ataques à vontade contra o Governo do Estado.
Mais, até: eles posavam de árbitros da moralidade, pensando definir o que era bom e o que era ruim, em Goiás, no campo político e administrativo.
Mas o segundo semestre trouxe más notícias e mudou esse quadro. A Polícia Federal deflagrou a Operação Miqueias e desbaratou uma quadrilha que fraudava fundos de pensão municipais. Entre os integrantes, segundo afirma o inquérito da PF, estava Samuel Belchior – flagrado em escutas telefônicas pra lá de comprometedoras e constrangedoras com a modelo Luciane Hoepers, encarregada de atrair políticos para participar do esquema criminoso.
Junto com Samuel, foram arrastados os primos Daniel e Leandro Vilela, o primeiro deputado estadual e o segundo federal. Uma foto de um almoço, em Brasília, incluído no inquérito da Polícia Federal, mostrava, além de Samuel, os dois Vilelas lado a lado com a bela “pastinha”.
Foi o que bastou para calar a boca dos até então defensores intransigentes da moralidade pública. Samuel e Daniel mergulharam na discrição e raramente aparecem. Leandro Vilela nunca foi de holofotes, mas, mesmo assim, também correu para as sombras.
Luciane Hoepers, uma mulher exuberante, acabou influindo na política de Goiás. Samuel Belchior e Daniel Vilela, principalmente, que o digam.