Sem arrojo de Marconi Perillo, Goiânia ficaria de fora da turnê de Paul pelo Brasil

A turnê de Paul McCartney que passa por Goiânia no dia 6 de maio será um dos eventos mais marcantes da história da Capital. O cantor e ex-beatle é hoje um dos maiores músicos vivos do planeta. Sua obra é incomparável e tudo começou com o fato de o governador Marconi Perillo ter articulado o espetáculo junto ao setor empresarial. E, claro, ter uma nítida queda pela música dos rapazes de Liverpool. Sem isso, Paul seria visto pelos goianienses pela televisão.

Entretanto, no dia 6 de maio, o Serra Dourada vai presenciar um característico mega-show de Paul, apesar de ser uma nova turnê (“Out There”). Em todas as suas apresentações, um telão se abre e mostra exatamente de quem se trata. Após alguns minutos, o público tem a absoluta certeza de que está diante de uma lenda. Paul recorta imagens antigas e novas, sempre demonstrando sua carreira bem sucedida. A sequência nos coloca de joelhos, mesmo não sendo este o objetivo de Paul.

Infelizmente não é a vida cultural de Goiânia que atraiu Paul. A política, sim, aproximou Paul com Goiás. Conforme fontes consultadas pela reportagem, o governador Marconi Perillo agiu da mesma forma com a questão da Copa do Mundo. Esperneou para trazer ao menos a seleção brasileira para Goiânia durante a Copa das Confederações.
Por minutos o show de Paul McCartney de Goiânia seria transferido para São Paulo, informou a produtora Planmusic que organiza o espetáculo. Existia uma forte pressão de fãs e entidades fortes, que desejavam ter o espetáculo. Em Goiás, ocorreu uma articulação: o Estado ofereceria todas as condições e garantias para a realização do show.

 Criatividade

Em termos criativos, Paulo McCartney está em sua melhor fase. O DJ e produtor Mark Ronson, que gravou recentemente Amy Winehouse, Adele, Bruno Mars, Lily Allen e Christina Aguilera, trabalhou nos últimos meses com Paul. Ele revela que tem sido ‘insano’ gravar ao lado dele, pois Paul costuma investir uma carga muito alta de criatividade em suas composições. “Ele fez todo tipo de música. Não sei se seu material é revolucionário, mas tem músicas brilhantes. Eu apenas tentei dar a ele canções que estava procurando. Você ganha uma aula de produção, som e arranjos. Suas ideias são simplesmente incríveis”, diz Ronson, que guarda cinco faixas inéditas de Paul.

A turnê mundial de Paul seria inaugurada na Polônia, no dia 22 de junho. Todavia, os shows em Minas Gerais, Goiás e Cerá serão anteriores a esta data. Daí a grande expectativa para que seja aqui o início oficial do espetáculo. Dispostos a mudar a realidade cultural de Goiás, um grupo de empresários ligados ao governador Marconi Perillo pretende realizar uma série de shows e exposições para, de uma vez por todas, inserir Goiânia na rota dos grandes eventos e tornar a capital menos fazenda e mais metrópole.

Na lista não faltam sugestões: shows dos Rolling Stones, Black Sabbath, U2, exposição com obras de Pablo Picasso, criação de uma Feira Internacional de literatura e criação de um Centro Cultural ainda maior do que o Niemeyer. Que venham mais eventos culturais.