Demóstenes, no Opção: “Wilder não tem votos para disputar a reeleição”

Em entrevista ao jornal Opção, publicada neste domingo, o ex-senador Demóstenes Torres afirma que o seu sucessor no Congresso Nacional. Wilder Morais (PP), não tem votos para disputar a reeleição em 2018. Quando perguntado se Lúcia Vânia (PSB) tem mais condições do que ele de ser reeleita, foi enfático: “Claro que tem”. Lúcia e Wilder concorrem pela vaga que resta na base governista para 2018. O outro candidato a senador será Marconi Perillo (PSDB).

“Ele é muito querido na Casa [Senado] e tem prestado bons serviços. O que acho é que ele não tem voto para tentar uma reeleição, mas pode ser que isso ocorra até julho do ano que vem”, afirma Demóstenes.

“Eu mesmo disse isso ao vice-governador José Eliton (PSDB), quando se discutia uma chapa com ele ao governo, Thiago Peixoto [deputado federal do PSD] na vice e Marconi Perillo e Wilder Morais como candidatos ao Senado. Diziam que essa chapa estaria praticamente fechada, na época. Como sou amigo de José Eliton — sou leal a ele e ele é leal a mim — e entre amigos não tem conversa fiada, disse-lhe com franqueza que o único que tinha voto naquela chapa era Marconi Perillo. Ele mesmo, José Eliton, ainda teria de ser testado: é um pensador, um homem de bem, uma figura inconteste e que pode se dar bem, mas, para compor a chapa, seria preciso trazer pessoas para a mesa, porque essas pessoas têm mais votos”, afirma o ex-senador, hoje filiado ao PTB.

Demóstenes acredita que seu partido terá espaço na chapa governista para 2018. “Claro, se não tiver mentiram para o PTB. Acho que Lúcia Vânia tem votos, Vilmar Rocha [secretário estadual de Cidades e presidente do PSD em Goiás] tem 1 milhão de votos e também precisa se sentar à mesa. Essas e outras pessoas que têm voto precisam ser consideradas neste momento e em julho, lá na frente, tudo se resolve”.