Goiânia no pronto-socorro: apenas 13 unidades do Samu atendem a Capital inteira

A vereadora Cristina Lopes Afonso (PSDB) denunciou nesta quinta-feira, 28, a crise do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Goiânia. A vereadora fala com autoridade sobre o assunto, pois é fisioterapeuta e servidora da área da Saúde. Cristina foi procurada pela manhã por servidores das unidades de Goiânia, que não conseguem realizar os serviços da forma prevista na legislação.

O Samu funciona precariamente 24h por dia e atende urgências e emergências em residências, locais de trabalho e vias públicas. As ligações são gratuitas, feitas pelo número 192.

Ocorre que Goiânia tem apenas 13 ambulâncias para atender 1,5 milhão de pessoas. “ O Samu fez manifestação das condições que trabalha e quero aqui lembrar desses heróis que atuam de uma forma absurda na defesa da vida”, disse Cristina. Ela denunciou o número de ambulâncias em funcionamento:  “Sete apenas funcionam…Trabalho nesse sistema e não canso de receber pacientes com máscaras emendadas por esparadrapos. Não temos condições mínimas”.
Cristina disse que “qualquer um pode precisar deste serviço”. A Prefeitura de Goiânia não se manifestou ainda sobre a crise do Samu. 

O noticiário nacional tem noticiado que o sistema de saúde de Goiânia entrou em crise por falta de médicos.  Muitas vezes o Samu até consegue levar o paciente para o Cais, mas ele não é atendido e morre nas mãos dos profissionais, que ficam imobilizados pelo fato ocorrido.