Crise da TV Anhanguera: jornalismo das gracinhas naufragou feio

A pífia audiência da TV Anhanguera resultou na demissão do diretor de jornalismo Álvaro Borges. Ele foi o principal articulador de mudanças na estrutura do jornalismo da emissora, trocando apresentadores, apostando numa turma jovem e adotando linguagem que pretendia ser popular.

Essa tal linguagem nova fracassou. A TV Anhanguera errou porque quis fazer um jornalismo de gracinhas e gracejos. Bastava uma deixa, para os apresentadores e repórteres se sentirem à vontade para fazer alguma palhaçadinha besta. Essa tática tem a pretensão de aproximar a emissora do povo.

A ótima Lilian Lynch chegou ao ponto de dar uma garfada numa comida dentro do estúdio, apresentando o jornal ao vivo. O jovem Matheus Ribeiro, que tem potencial, se perdeu e transformou o Jornal Anhanguera num grupo de WhatsApp, soltando até o “Tchauuu, brigaduuu” para se despedir dos telespectadores.

Patrícia Bringel, que é veterana de televisão, costuma se referir aos colegas, ao vivo, por apelidos. “Oi Mari, estou aqui…”, disse certa vez ao falar com Mariana Martins, que estava no estúdio.

Essa bobageirada cansa porque é artificial e não acrescenta nada.

Os goianienses preferem ver o Jornal do Meio Dia e o Balanço Geral, de Oloares Ferreira.