Caiado transfere para Iris responsabilidade de unir oposição

Em entrevista à rádio CBN Goiânia, o senador Ronaldo Caiado (DEM) transferiu para o prefeito Iris Rezende (MDB) a responsabilidade de unir a oposição no Estado. Em outras palavras, ele confessou que não tem habilidade para agregar o grupo do deputado federal Daniel Vilela (MDB) e que a saída para submetê-los ao seu projeto pessoal é a mão de ferro do velho cacique do MDB.

“Entendo que a interlocução do prefeito Iris Rezende será um elemento muito forte e balizador desse entendimento e dessa unidade das oposições. Ele, como prefeito da capital do Estado, e pela trajetória política, tem todas as condicionantes para neste momento construir, ouvindo a população do Estado, as lideranças, opinar por uma aliança que tem dado certo”, disse Caiado em entrevista que foi ar nesta quarta-feira.

A equipe da CBN perguntou se o único critério será a opinião de Iris ou se outros pontos terão de ser levados em conta, como pesquisas qualitativas. O senador insistiu que a opinião do prefeito é o que importa. “O sentimento dele em ouvir as lideranças do Estado, em buscar exatamente as informações para que ele se posicione no dia do nosso encontro. Então não é apenas uma posição de ordem pessoal, mas sim uma visão política do momento do Estado de Goiás”.

O senador voltou a defender o afunilamento imediato. Há algumas semanas, ele chegou a dizer que o prazo final seria março. Nesta entrevista, ele afirma que Iris não se pronunciou a respeito do calendário. “Ele não disse a data. Mas também não é nada que vá se prorrogar por dois, três meses. É algo muito mais imediato. Até porque nós precisamos organizar a chapa de deputados federais, deputados estaduais, não é verdade? Então é fundamental que já tenhamos uma orientação de composição da chapa para darmos continuidade”.

Caiado também minimizou o estrago que ele próprio está causando na oposição ao provocar o racha no MDB: “Deposito a esperança de que nessa reunião nós poderemos sanar tudo isso. Você há de convir que é totalmente diferente do que ocorre hoje na base do governo. Lá é um processo de esfacelamento. Na nossa base é um processo de ampliar a musculatura politica de oposição”.