GBrasil lista 5 razões que explicam rejeição a Vilmar na base aliada

Texto publicado no site GBrasil (clique aqui para acessar)

A carreira política do ex-deputado federal Vilmar Rocha (PSD) desceu ladeira abaixo. É praticamente certo que ele não conseguirá dar cabo ao seu projeto pessoal de disputar o Senado. A responsabilidade pelo seu fracasso não é de ninguém senão dele, que desaprendeu a fazer política. O GBrasil lista abaixo cinco motivos que explicam o fato de a base aliada não quere-lo candidato na chapa majoritária.

1. É ruim de voto
Na eleição de 2014, a base aliada confiou no potencial eleitoral de Vilmar Rocha e fez o que pode para viabilizar sua candidatura ao Senado. A decepção foi tremenda: ele e seu marqueteiro optaram por uma campanha fria, bizarra até, que fugiu da polarização com o então adversário Ronaldo Caiado (DEM). Era evidente para todos que Vilmar precisava debater com Caiado para ter alguma chance naquele momento, mas ele arregou. Foi um vexame nas urnas, apesar da vitória tranquila do cabeça da chapa, Marconi Perillo (PSDB).

2. É individualista
Na década passada, Vilmar criticava muito o então companheiro de PFL Ronaldo Caiado porque ele tomava decisões no partido sem consultar os companheiros. Vilmar dizia que Caiado só pensava nos projetos particulares. Agora, age da mesma maneira. Tenta subjugar o PSD à sua ambição de concorrer ao Senado mais uma vez. Força a barra para o partido migrar para oposição, ainda que todos os prefeitos e deputados já tenham dito que preferem marchar com José Eliton (PSDB).

3. Foi um secretário meia-boca
Sim, Vilmar foi um secretário meia-boca na pasta de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. A prova está no colapso do sistema de abastecimento de água meses atrás. O certo seria o secretário ter revisado as outorgas de captação a tempo de salvar o Meia Ponte da seca. Esperava-se de Vilmar um plano de contingência, que não veio. Boa parte da culpa pelo que aconteceu é dele.

4. É incoerente
O que dizer de um político que passou a última década a se engalfinhar com Ronaldo Caiado – a ponto de sair do então PFL – e agora flertar com ele, deixando de lado tudo de ruim que disseram um sobre o outro no passado? O que dizer que um político que criticava Caiado por submeter um partido inteiro às suas vontades pessoais e agora tenta fazer o mesmo com o PSD? Que marchou a vida toda com a base aliada e agora flerta com a oposição só para ter espaço numa chapa majoritária?

5. Lava roupa suja em público
Ainda que não pareça, há regras de convivência na política. Uma delas é não lavar roupa suja em público. Político que leva divergências para as páginas de jornal perde credibilidade e a confiança de todos, sejam aliados, sejam adversários. As barbaridades que Vilmar disse sobre o governador José Eliton (PSDB) causaram espanto meio político e fecharam portas para ele.