Acusado de compra de votos, vereador Kleybe Morais diz ao Opção que “está tudo controlado”

O vereador Kleybe Morais (DC), investigado pela Polícia Federal a pedido do Ministério Público sob a denúncia de compra de votos, deu uma declaração curiosa ao Jornal Opção sobre a apuração. Em vez de negar as acusações, como faria qualquer cidadão vítima de injustiça, Kleybe disse: “Até onde eu sei está tudo controlado”.

Segundo a investigação, o vereador teve acesso a dados de funcionários comissionados com contratos prestes a vencer na Secretaria Municipal de Educação (SME) e os usou para pedir votos em troca da garantia da renovação das nomeações. Os documentos que ligam o vereador ao esquema revelam que ele prometia renovação de contrato e novas contratações para 2017, após as eleições.

O vereador teve acesso aos dados dos servidores por meio de aliados que atuam na Prefeitura. Depois de receber as informações, Kleybe teria feito reunião com os funcionários para fazer a proposta. Segundo as investigações em curso, pelo menos 690 pessoas compareceram a reuniões no Palácio do Comércio, em frente ao Jóquey Clube, na Avenida Anhanguera, e em escritórios instalados em diferentes regiões de Goiânia. Elas foram convidados diretamente pelo vereador ou por sua assessoria de gabinete.

A apuração aponta que as reuniões ocorreram entre os dias 23 de agosto e 17 de setembro de 2016, período anterior ao primeiro turno da eleição. “Eu já fui lá (na sede da PF em Goiás) duas vezes, prestei esclarecimentos, eles fizeram as diligências deles. Eu fui investigado também pelo Ministério Público, pela Justiça eleitoral. Até onde eu sei está tudo controlado”, disse Kleybe, ao Opção. Resta saber o que ele está querendo sugerir com isso.