Gangorra do poder: Vitti em alta e Andrey em baixa

Dois jovens políticos ascenderam sob forte expectativa ao comando das duas mais importantes casas legislativas de Goiás, mas o destino reservou caminhos diferentes para eles. Enquanto o deputado estadual José Vitti (PSDB) encerra o mandato consagrado como um dos melhores presidentes da Assembleias Legislativa, Andrey Azeredo conclui sua gestão na Câmara Municipal marcado pela tibieza, inabilidade e pela subordinação vergonhosa ao prefeito Iris Rezende.

Vitii (PSDB) tornou-se unanimidade e encerra o mandato em alta. Com ele, a Assembleia ganhou personalidade e se movimentou com autonomia e independência. Vitti fecha a gestão conduzindo com habilidade as negociações da Casa com os empresários e o governador eleito, além de ter desatado o nó do orçamento impositivo, garantindo a vigência da medida já a partir de 2019.

A diplomacia de Vitti está fazendo com que receba rasgados elogios das diversas correntes políticas. Depois de ter construído uma liderança sólida entre os pares e realizado uma gestão que modernizou a Casa, ele surge agora como a maior revelação da política de Goiás, tornando-se um quadro cobiçado por todos os partidos para a disputa pela prefeitura de Goiânia de 2020.

Isso sem contar que Ronaldo Caiado também quer tê-lo ao lado no seu futuro governo – consta, inclusive, que já teria convidado o deputado para cargo no primeiro escalão estadual, com especulações apontando para a Secretaria de Indústria e Comércio.

Já o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (MDB)), que também conclui sua gestão, foi uma promessa que se frustrou. Manteve-se agachado ao Paço Municipal e perdeu o respeito da grande maioria dos vereadores. Tanto é verdade que nem sequer conseguiu emplacar candidatura de reeleição à presidência, integrando grupo que foi derrotado de forma acachapante na disputa pelo comando da Casa.

Andrey foi eleito com promessa de renovação política, mas adotou práticas da velha política. Como presidente, revelou-se arrogante e autoritário, passando a impressão que a sua truculência nada mais era do que despreparo para o cargo.

Chegou a até mesmo ser listado como candidato a prefeito de Goiânia, mas baixa as portas de sua gestão como a séria possibilidade de perder se tentar novo mandato de vereador. Em poucas palavras: Andrey foi um desastre como presidente da Câmara.