Talles Barreto responde a acusações sem provas de Caiado contra Agetop, critica personalismo e pede mais ação e responsabilidade do governador

Em nota, Talles condenou o calote na folha de dezembro e o pedido de Caiado para que os prefeitos consigam caderninho de fiado para os servidores sem salários e ironizou o anúncio do governador de que pretende mudar a nomenclatura da Agetop. O deputado estadual também classificou de jogada de marketing para desviar o foco da inoperância da gestão, a decisão do governador de leiloar veículos da frota da governadoria para ajudar a pagar as contas do Hospital Estadual Materno-Infantil (HMI).

“Goiás precisa de muito mais ação, de muito menos bravatas e mais responsabilidade nas ações e na postura do governador”, disse o deputado. Leia, abaixo, a íntegra da nota emitida por Talles Barreto.

NOTA OFICIAL DO DEPUTADO ESTADUAL TALLES BARRETO

O governador Ronaldo Caiado (DEM) fez nesta sexta-feira, 11, durante entrevista à CBN Goiânia, acusações irresponsáveis e levianas contra a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), a diretoria anterior , seu corpo técnico e de funcionários, que, desde a criação do órgão, vem prestando relevantes serviços à população do Estado. Os funcionários da agência vêm conduzindo e pautando seu trabalho com profissionalismo, ética, transparência e honestidade.

Acusações têm de ser feitas mediante provas, obrigação de qualquer cidadão disposto a apresentar denúncia. Se o governador Ronaldo Caiado tem, de fato, conhecimento de atos de corrupção praticados na Agetop, é sua obrigação apontar sobre quais contratos eles ocorreram, quem pagou e quem recebeu propina.

Com acusações sem provas, o governador tenta, sem sucesso, se desviar das cobranças públicas sobre a nomeação de parentes para a presidência e para a diretoria de fiscalização de obras da Agetop. Quer ainda tirar a atenção da população do seu flagrante despreparo na condução do Governo de Goiás, evidente e inegável em apenas 11 dias de gestão.

A inaptidão do governador para o exercício do cargo, reafirmada diariamente, não dá a ele o direito de distribuir acusações sem provas, numa clara jogada para transferir a responsabilidade da ineficiência de sua gestão para terceiros.

A coleção de bravatas, estratégias baratas de marketing e medidas populistas, como a ridícula proposta de leilão de veículos da frota do Estado, não tem efeito algum sobre a já cristalizada percepção pública de inépcia e paralisia da gestão, comprovada pelo calote na folha de pagamento de dezembro dos servidores e pela debochada e humilhante proposta de abertura de fiado para os funcionários do Estado em farmácias e supermercados.

Caiado faz uma gestão personalista, indiferente às demandas dos cidadãos. Em poucos dias de governo, se isolou no gabinete governamental para exercer o poder de forma excessivamente centralizadora. O funcionalismo estadual e a população de Goiás merecem e esperam mais reciprocidade e respeito do governador.

A Agetop transformou completamente a infraestrutura de Goiás nos últimos 8 anos das gestões de Marconi Perillo e José Eliton. Entregou um conjunto de obras de qualidade estratégicas para o desenvolvimento econômico e humano do Estado que ficará para a posteridade. Nesse período, foram investidos mais R$ 8 bilhões na construção e reconstrução de estradas, escolas, unidades hospitalares, presídios e centros para recuperação de menores, equipamentos culturais e esportivos. Obras que foram apropriadas pelos goianos, em todas as partes do Estado, e correm agora o risco de sucumbir sob a gestão inoperante de Ronaldo Caiado.

As licitações dessas obras foram disputadas por empresas de 14 diferentes unidades da federação e o desconto médio registrado nas concorrências públicas, absolutamente transparentes, supera os 20%, representando economia de mais de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos estaduais.

O volume de aditivos nos contratos firmados pela Agetop durante esse período corresponde a apenas 10,3% do valor dos contratos. Na administração anterior, todos os contratos firmados sofreram aditivos de 25%, porcentual máximo permitido pela legislação.

Portanto, é necessário reiterar que, se tiver conhecimento de algum ato de corrupção na Agetop, o governador Ronaldo Caiado tem a obrigação de apresentá-lo aos goianos e às instituições competentes, poupando o Estado de propostas estapafúrdias como a mudança de nomenclatura da agência. Mas, se quiser insistir mesmo na mudança do nome de um órgão que é referência no país e orgulho da engenharia goiana, poderia, dentro do princípio de desprezo e deboche com que está tratando o funcionalismo público estadual, mudar o nome da Agetop para Caiatop, Familiotop, Primotop ou Caiadolandia. Goiás precisa de muito mais ação, de muito menos bravatas e mais responsabilidade nas ações e na postura do governador.

Deputado estadual Talles Barreto (PSDB)