Demagogia e populismo: como não precisa de salário para pagar contas, Caiado debocha de servidores “abrindo mão” dos vencimentos para manter calote

O governador Ronaldo Caiado (DEM) aplica doses cavalares da velha política em seus primeiros dias à frente do Palácio das Esmeraldas. A última foi o anúncio populista de que abrirá mão de seu próprio salário, de R$ 25 mil, até cumprir a proposta esdrúxula de pagamento escalonado da folha de dezembro entre março e abril – rejeitada pelas entidades de servidores, que querem o pagamento imediato dos vencimentos atrasados.

A iniciativa de Caiado é pura demagogia, porque é público e notório que ele não precisa do salário de governador para pagar suas contas. O governador é um homem rico, com patrimônio declarado de R$ 8,1 milhões à Justiça Eleitoral em 2018.

Os servidores, ao contrário, dependem de seu trabalho para sustentar suas famílias. Vivem da força de seu trabalho e não estão reivindicando nada além do direito mais legítimo de todos: receber em dia por serviços prestados em dia.

Ao renunciar seus vencimentos para insistir no calote, Caiado debocha dos servidores e tenta fazer os goianos de trouxas.