Ao Correio Braziliense, promotor dá mais detalhes sobre a operação na prefeitura de Formosa

Segundo o promotor do MPGO Douglas Chegury, que coordena a operação em Formosa ao lado da promotora Fernanda Balbinot, o pagamento do dinheiro sem que a obra estivesse pronta viola o contrato. Além disso, para fazer o pagamento, os ex-secretários precisariam de um laudo atestando a qualidade dos serviços, documento este que teria sido falsificado.
A obra de asfaltamento deveria ter sido feita entre novembro e dezembro último, mas, promotores investigam também contratos administrativos realizados entre 2017 e 2018. Para colher provas para a investigação, foram cumpridos nove mandados de buscas e apreensão, seis deles da prefeitura, nas secretarias de Obras, Finanças, Administração, Controle Interno, Licitação e Gestão de Contratos, além de outros três nas casas dos investigados.
Ainda segundo Chegury, os trabalhos de investigação não terminaram. “Nessa primeira fase, focamos na pavimentação asfáltica. São contratos milionários da prefeitura com a Multi-X, mas também apreendemos documentos de outros contratos e processos de licitação”, explicou. “Em uma obra, a empresa faz a pavimentação, o engenheiro atesta que o serviço foi feito e, a partir daí, pode ser feito o pagamento. Nesse caso, a prefeitura fez o pagamento de obras não realizadas usando documentos falsos, explica Chegury.
(Texto Correio Braziliense)