sábado , 7 março 2026
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Inflação na indústria acumula alta de 30,59% em 12 meses, aponta Fieg

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) avalia os efeitos da alta do IPP (Índice de Preços ao Produtor), que em setembro subiu 0,40% frente ao mês anterior. Com esse resultado, os preços das indústrias acumularam elevação de 24,08% no ano e 30,59% em 12 meses.

A assessoria técnica da Fieg explica que o índice é calculado pelo IBGE e mostra a variação de preços dos produtos na “porta da fábrica”, ou seja, utilizados na linha de produção, não considerando, portanto, impostos e fretes. “Das 24 atividades pesquisadas, 20 tiveram variações positivas no comparativo com agosto. De acordo com o IBGE, ainda que tenha havido aumento, o resultado de setembro mostra uma desaceleração com relação aos meses anteriores, em especial agosto, quanto o índice chegou a 1,89%. A variação de 0,40% em setembro foi a menor do ano até então”, pontua a assessora econômica da Fieg, Januária Guedes.

Mesmo com essa desaceleração em setembro, no acumulado dos últimos 12 meses os preços dos produtos utilizados pela indústria acumulam alta de 30,59%, sofrendo forte influência do setor de alimentos, com aumento de 2,48% no período. A elevação é resultado da alta nos preços das carnes e açúcares que, além da influência do dólar, foram impactados por questões climáticas, que têm comprometido as safras deste ano. Produtos químicos também registraram aumento de preços, de 4,41%, sendo a quarta taxa positiva consecutiva. Dentre as grandes categorias, o impacto maior veio de bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos (1,30%).

Para o presidente da Fieg, Sandro Mabel, esse é mais um reflexo dos efeitos da pandemia e da desvalorização do real. “No ano passado, as paralisações impostas para conter a circulação do vírus comprometeram a oferta de insumos e matérias-primas, o que fez elevar seus custos. Já a alta do dólar tem encarecido parte dos insumos industriais, pressionando empresas que dependem de matéria importada. Esse aumento de custos para atividade industrial, invariavelmente, trará impactos nos resultados e na retomada da produção”, destacou.

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