sábado , 27 junho 2026
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Marielle Franco teria sido assassinada por defender terreno para pobres; Mandante queria área para especulação imobiliária

A Polícia Federal está investigando se uma disputa por terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro pode ter sido a motivação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) em março de 2018. Segundo informações obtidas em uma delação que aguarda validação pelo Superior Tribunal de Justiça, o ex-sargento da PM Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos contra a parlamentar, forneceu detalhes que sustentam essa linha de investigação. Segundo o portal The Intercept Lessa teria apontado Domingos Brazão, Conselheiro do TCE-RJ, como mandante do crime.

De acordo com Lessa, Marielle teria se tornado alvo por defender a ocupação de terrenos por pessoas de baixa renda, processo que deveria ser acompanhado por órgãos como o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio (Iterj) e o Núcleo de Terra e Habitação da Defensoria Pública do Rio. No entanto, o mandante do assassinato, apontado por Lessa, estaria buscando a regularização de um condomínio inteiro na região de Jacarepaguá sem respeitar o critério de área de interesse social, visando obter títulos de propriedade para especulação imobiliária.

A questão da regularização fundiária já havia sido mencionada na investigação inicial sobre a morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Na época, a parlamentar apoiava os moradores de Novo Palmares, em Vargem Pequena, na agilização da titularidade dos lotes. Apesar disso, a polícia não encontrou provas nesse sentido. A luta contra remoções e especulação imobiliária era uma das bandeiras de Marielle, que também se envolveu na questão da Vila Autódromo, alvo de desapropriações.

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