sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

Major Araújo: “Caiado criou um monstro, um bandido na Segurança Pública”, sobre Edson Melo, um coronel com digitais do crime organizado

• Com as mãos sujas de sangue

Nesta terça-feira (22), o deputado estadual Major Araújo subiu à tribuna da Assembleia Legislativa e fez um pronunciamento curto, grosso e direto — porém necessário.

A fala acendeu luz sobre um personagem sombrio da Segurança Pública goiana: o coronel Edson Melo.

Você já notou que o nome dele aparece em praticamente todos os crimes que envolvem fardas em Goiás? Coincidência? Difícil acreditar.

• Assassinato político

Comecemos pelo assassinato de Fábio Escobar, ex-coordenador da campanha de Ronaldo Caiado (UB).

Escobar rompeu com o grupo político após denunciar um suposto caixa 2 e, em 2021, foi morto em uma emboscada por policiais militares.

Dias depois, quem surge na cena do crime? Edson Melo — não para investigar, mas para processar o pai de Fábio, que chorava a morte do filho. Um gesto cruel e revelador.

• Execução encenada

O mesmo coronel também aparece no caso do piloto Felipe Ramos Morais e dos mecânicos Nathan e Paulo, executados sob alegação de confronto com o COD.

Felipe colaborava com a Polícia Federal e delatava o crime organizado. Todos morreram com tiros pelas costas. Nenhuma droga foi apreendida.
O discurso oficial soou como mais uma encenação para esconder um massacre.

• Caso Pirata

Mais recentemente, o “caso Pirata”, no setor Jaó, revelou o abismo moral da corporação.

Júnior José de Aquino foi morto por policiais do COD, comandado por Edson Melo. A gravação de um aplicativo espião mostrou a execução sumária.

Segundo a investigação da Polícia Civil, Júnior negociava drogas com policiais do próprio batalhão. Uma milícia operando dentro do governo Caiado, no batalhão comandado por quem? Bingo: Edson Melo.

• Monstro criado

Diante desse quadro, Major Araújo não poupou palavras: “Um monstro criado pelo próprio Caiado. Esse sujeito continua cometendo crimes, e Caiado nada faz!”.

O mesmo sujeito que atacou o delegado Carlos Alfama e a polícia civil covardemente, levado ao posto de coronel graças aos serviços não republicanos que praticou nos últimos 4 anos.

A denúncia ecoa como um grito: a Segurança Pública em Goiás foi sequestrada por esses monstros criados pelo próprio Caiado — e o silêncio, neste caso, é cumplicidade.

Cristiano Silva
Editor

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